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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Iluminação - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Ante a insatisfação




Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Iluminação - Divaldo P. Franco - Cap. 12


Ante a insatisfação


A insatisfação prepondera no organismo social da Terra, fazendo vítimas que se estiolam em processo de decomposição interior.

As pessoas que sofrem dificuldade econômica rebelam-se ou se entregam à prostração do desinteresse, em lamentável estado de agonia lenta.

Outras, que buscam segurança e dispõem de haveres, projeção e poder na comunidade, experimentam carência afetiva, entregando-se, não raro, a excessos que terminam por entediar, conduzindo-as aos mais sórdidos abusos do desrespeito por si mesmas e pelos outros, exaurindo-se nos alcoólicos, na usança do sexo alucinado, nos tóxicos.  O suicídio, direto ou não, é o próximo passo na correria desenfreada.

A insatisfação resulta do desconhecimento das finalidades reais da existência terrestre.

A teimosa negação do homem integral, espírito, perispírito e matéria, a favor da forma física em que se apresenta é a grande responsável pelo desenfreio que se observa em toda parte.

Como efeito imediato, a insatisfação arquiteta gozos sempre novos, fugas da realidade, cada vez mais espetaculares, não impedindo, entretanto, que as suas vítimas se reencontrem mais cansadas, mais inquietas, menos saciadas.

A atual liberação dos instintos e dos conflitos, como terapêutica de autoafirmação do homem, mais o torna ansioso quão mais insatisfeito.

O processo de amadurecimento psicológico portador de serenidade para o indivíduo, no entanto, é diferente dos cômodos métodos de aparente solução imediata.

Primeiro, é necessário disciplinar-se a vontade, após descobrir-se que se encontra em um estágio da vida, a caminho de nova etapa a conquistar.

Logo depois, buscar-se motivações próprias para a luta que deve-se travar no seu mundo íntimo, a fim de encontrar-se, equipando-se de equilíbrio, de discernimento para os confrontos inevitáveis do futuro.

Não ter pressa na colheita de resultados, mas evitar o postergamento das ações.

Uma vida plena é rica de criatividade, de experiências, de informações e de belezas.

Em todas as situações, afirmar-se como aprendiz, valorizar o ensejo e adquirir o controle sobre elas.

Nunca desistir do programa iluminativo.

Observa as pessoas a tua volta: os saciados, os insatisfeitos, os felizes, os atormentados. Não se detém em uma análise que lhes resulte benéfica. Transferem-se de uma para outra situação, automaticamente, apressadas, sem que digiram as experiências vivenciadas ou programem as porvindouras.

Não amadurecem os sentimentos, porquanto as sensações e as emoções perturbadoras tem predomínio em suas vidas.

Algumas são invejadas, porque prepotentes ou famosas; no entanto, vivem insatisfeitas com a situação que desfrutam, distantes da realização interior.

Várias afirmam que acreditam na imortalidade da alma. Todavia, a sua não é uma crença consciente, trabalhada pela razão, vivida. É uma chama bruxuleante, que não emite quase claridade, nem aquece os sentimentos, a caminho da extinção sob os ventos contínuos do inconformismo.

Se a dor tenta convida-las à reflexão, ao aprofundamento da crença, reagem, sentindo-se defraudadas por Deus e pela vida, que parecem não as poupar do sofrimento, como se fossem especiais, credoras de todas as alegrias sem esforço.

Não as lamentes, não as imites. Elas aprenderão com o tempo, este mestre invencível, silencioso e eficaz, que a tudo e a todos transforma.

A insatisfação de Anás e Caifás gerou neles a inveja e o ódio contra Jesus.

A insatisfação de Judas fê-lo vender o Amigo.

A insatisfação de Pilatos, entediado, manteve-o indiferente, lavando as mãos quanto ao destino do Justo.

A insatisfação de Pedro tornou-o pusilânime e negador. Porém, despertando do letargo, reassumiu a consciência do amor e do dever, entregando-se-Lhe em regime de totalidade até a morte.

Lembra-te deles e não te permitas a insatisfação, seja qual for o motivo com que ela te busque o apoio.


Joanna de Ângelis









terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Iluminação - Divaldo P. Franco - Cap. 8 - Terapia do autoconhecimento




Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Iluminação - Divaldo P. Franco - Cap. 8


Terapia do autoconhecimento


Silencia as ansiedades do sentimento e acalma os tormentos, reflexionando em torno das tuas reais necessidades.

Aprofunda a autoanálise e tem a coragem de te desnudares perante a própria consciência.

Enumera as tuas mais graves emoções perturbadoras e raciocina sobre a sua vigência no teu comportamento.

Enfrenta-as, uma a uma, não as justificando, nem as escamoteando sob o desculpismo habitual.

Resolve-te por sanar a situação aflitiva dos teus dias, optando pela aquisição da saúde.

Consciente de que és o que fizeste de ti, e poderás ser o que venhas a fazer de ti próprio, não postergues a decisão do autoencontro.

Enquanto a anestesia da mentira te obnubile o raciocínio, transitarás de um para outro problema, sem que consigas a paz real.

Reunirás valores de fora, que perdem o significado, logo são conseguidos, anelando pelo bem-estar fugidio, que se te anuncia e logo desaparece.

O homem que se conhece possui um tesouro no coração.

O discernimento que o caracteriza é a sua luz acesa no imo, apontando-lhe rumo.

Conhecendo a fragilidade da veste carnal, valoriza cada hora e aplica-a bem, vivendo-a intensamente, em cujo comportamento recolherás os melhores frutos.

Cada vez que te resolvas por te autodescobrires, conduze uma proposta de libertação.

Começa pelos vícios sociais da mentira, da maledicência, da calúnia, do pessimismo, da suspeita, passando aos dramas do comportamento, na inveja, no ciúme, no ressentimento, no rancor, no ódio... Posteriormente, elabora as medidas educativas às dependências aos alcoólicos, ao tabagismo, às drogas alucinógenas, à luxúria, aos distúrbios da conduta e às investidas das alucinações psicológicas...

Cada passo ser-te-á uma conquista nova.

Toda vitória, por pequena que se te apresente, significará um avanço.

Como os condicionamentos são a segunda natureza, em a natureza humana, gerarás hábitos salutares, que te plenificarão em forma de equilíbrio e paz.

Toda terapia eficiente impõe disciplinas saudáveis, às vezes ásperas, cujos resultados chegam, à medida que são utilizadas.

Na do autodescobrimento, a coragem e o interesse pela própria realização facultarão as forças para que não desistas no tentame, nem te entregues à acomodação mental que te informa ser impossível executá-la.

Começa-a hoje e agora, aguardando que o tempo realize, na cura, o ciclo que investiste para que se te instalassem os distúrbios.


Joanna de Ângelis