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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis.- Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - A mentira



Joanna de Ângelis.- Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


A mentira


Afirma o refrão popular, com sabedoria, que "a mentira tem pernas curtas", sendo facilmente alcançada pela verdade.

Todavia, enquanto se movimenta, gera insegurança e alastra a perturbação, produzindo desequilíbrio e desconfiança.

A mentira resulta da imaturidade moral do homem e desenvolve-se com os resíduos das paixões inferiores.

Miasma pernicioso, contamina as criaturas inadvertidas, às vezes logrando afligir temperamentos mais reservados, conforme os termos com que vai elaborada e as circunstâncias em que se apresenta.

Torna-se uma nuvem que, momentaneamente, tolda os contornos da paisagem, facultando que se manifestem males sem conta.

Irmã da calúnia, faz-se o primeiro passo para a degradação do comportamento humano.

É, todavia, mais prejudicial para aquele que a utiliza, porquanto termina enfermá-lo, desarticulando-lhe a visão correta dos acontecimentos e das coisas.

Acostumando-se a uma observação negativa ou exagerada, o mentiroso avança no rumo da alienação, pois que sempre se lhe impõem novas ginásticas mentais, a fim de acobertar os deslizes anteriores que se permitiu.

É a memória o órgão que primeiro o denuncia.

Facilmente engendrando estória que disfarça com a vestimenta da verdade, o narrador esquece dos detalhes apresentados, quase que de mediato, enquanto que os registram aqueles que os ouvem.

A princípio, a mentira faz-se escutada, e o seu protagonista pode até gozar de credibilidade; no entanto, os fatos, em si mesmos, se encarregam de pôr cobro ao delito.

Vezes há em que circunstâncias inesperadas elucidam a questão, derruindo o edifício sem alicerce que a mentira levantou, sem que ninguém as haja provocado.

Nunca te apoies em falsas argumentações, nem jamais te apresentes envolto nas teias constritoras que a mentira tece.

Quem mente permanece receoso, inseguro.

A desconfiança que decorre da consciência do erro, fá-lo inquieto e sempre na defensiva.

Sê aberto à verdade e age com inteireza moral.

Melhor que sejas incompreendido com a verdade do que mimado pelos artifícios da mentira.

Tu és o que pensas e não o que verbalizas.

Tua vida refletirá o que constróis de dentro para fora.

Assim não te permitas as chamadas "mentiras brancas", consideradas necessárias, de modo a não te acostumares com elas, terminado por mentir por hábito.

Não é necessário que sejas rude, nem que te exibas como verdadeiro.

Basta que sejas honesto com o bem e amigo da verdade.

Jesus foi muito preciso, quando enunciou: "Seja o teu falar: sim, sim; não, não."

Acostuma-te a ser fiel à verdade e ela estará à tua frente, abrindo-te os caminhos por onde palmilharás, sem que receies ser por ela seguido, corrigindo as tuas informações e dando a dimensão do teu comportamento, como sucede ao mentiroso.


Joanna de Ângelis







segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Luz do Amor



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Luz do Amor


Cultiva o Amor, qual o fizesses a um campo fértil, de onde planejasses retirar a subsistência; toda a colheita futura resultará de como programes, executes e assistas a sementeira.

De origem divina, o amor está latente no homem, que deve fazê-lo germinar e crescer, propiciando-lhe os fatores necessários, sem os quais dificilmente se desenvolverá.

O amor substitui o personalismo dissolvente, unindo os homens numa família sadia.

Consegue arrancar pela raiz o egoísmo, gerador da miséria de múltiplos aspectos que infelicita os homens.

O amor é como a luz – imprescindível para a vida.

O amor é como o ar - impossível existir, na Terra, sem ele.

O homem que vive sem amar ainda não aprendeu a viver.

O Amor é pão nutriente que, não usado devidamente, se deteriora, reaparecendo em expressões menos felizes, porque ninguém pode sobreviver sem a sua presença.

Reaparece, então, em forma de amargura - amor enfermo;

em manifestação de ódio - amor selvagem;
em paixão de posse - amor desequilibrado;
em revolta surda - amor despeitado;
como egoísmo - amor pessoal mórbido;
como queixa e competição - amor ciumento;
como vingança - amor desesperado;

Quando o homem ama, fomenta a vida e o progresso.

Em sua volta floresce a esperança, e o bem se irradia em todas as direções - amor fraterno;

a renúncia se a abnegação fazem parte do cotidiano - amor-sacrifício;
a felicidade se espraia onde ele surge - amor-bondade;
o perdão reanima os arrependidos - amor-indulgência;
a alegria reina em pleno campo da miséria - amor-caridade.

E porque "Deus é amor", ei-Lo em todo lugar dinamizando o homem e dignificando a vida.

Ama, pois, sem cessar, tornando-te um campo onde sempre medrem a ternura e a misericórdia, em nome do Amor Supremo.


Joanna de Ângelis






quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Onde estejas, floresce



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Onde estejas, floresce


Amarguram-se inumeráveis pessoas por haverem chegado ao corpo através de berço humilde, ou em burgos modestos, que não se notabilizaram nas crônicas sociais e históricas da Humanidade.

Anelariam haver reencarnado em lugares célebres, onde a glória abraçasse o poder e a História estivesse escrita nas páginas vivas da arte e do saber.

Olvidam-se, porém, que essas urbes se celebrizaram pelos homens que aí nasceram, ao invés de se haverem notabilizado os seus filhos por haverem herdado a fama do lugar.

Cada um reencarna onde estão os melhores fatores emocionais, raciais, culturais e psicológicos, propiciadores do seu crescimento espiritual.

Vínculos do passado reúnem os Espíritos, em cada etapa evolutiva, proporcionando reajustamento, trabalho e conquistas novas.

A eleição da pátria e do clã resulta de condições pretéritas, que não podem ser descartadas facilmente.

O amor é a corrente de união das almas, e cada tentame de fortaleza crescente faz-se elo de consolidação que sustenta o grupo na vivência dos ideais superiores.

Sócrates, Platão e Aristóteles, entre outros, celebrizaram Atenas através do pensamento filosófico que possuíam.

Jesus imortalizou Belém nas páginas luminosas da História, graças à sua vida ímpar.

Constantino alterou a fisionomia de Bizâncio, que lhe adotou o nome, em razão das suas conquistas.

... E muitíssimos outros homens dignificaram o torrão natal ou edificaram cidades que lhes exaltam o nome, pelo que foram e fizeram de grandioso em favor do progresso e do bem-estar social.

Estás plantado, semente de luz que és, onde deves florescer e frutescer.

Se, aparentemente, as condições se te apresentam adversas, adapta-te e produze de acordo com o clima existente.

Se fatores desgastantes te ameaçam, renova-te com a esperança e sê motivo de bênçãos para outrem aí mesmo.

Onde te encontres, podes e deves favorecer com frutos de amor aqueles que te cercam.

Independendo, portanto, de clima e de lugar, de prestígio ou de destaque, deixa que desabrochem as flores do bem em teu coração e conduta, aí estabelecendo as bases para a tua e a felicidade geral.



Joanna de Ângelis







segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Veneno Sutil



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Veneno Sutil
     

Através de ingentes esforços mantém-te em harmonia.

Espanca o ressentimento das tuas paisagens emocionais e perdoa de todo coração e alma.

Os resíduos da mágoa intoxicam-te e entristecem-te, vencendo as tuas resistências morais a pouco e pouco.

Há pessoas que se te apresentam amigas e, para granjear-te o afeto, sabendo do teu temperamento forte, envenenam-te em relação a uns e outros, com habilidade, a fim de isolar-te, tendo-te ao seu alcance.

Vigia mais.

As informações malsãs que te fazem sofrer, apresentando-te as imperfeições dos outros, levar-te-ão a graves distúrbios de comportamento.

Ficas ressentido com este, magoado com esse, desgostoso com aquele... Desconfias de uns e te afastas de outros, aumentando-te somente do tom vibratório de quem te hipnotiza com interesse subalterno, tramando a tua derrocada.

Agem por si mesmos ou teleguiados por outras mentes que se te fazem adversários pertinazes.

Esquece, portanto, o mal que outros te hajam feito por desequilíbrio, merecendo tua compaixão, ou por qualquer outro motivo.

Não podes imaginar o que comentam de referência à tua pessoa, quando estás ausente, motivando que reajam desta forma, consoante vieram dizer-te.

Fechas os ouvidos a essas vozes e proíbe-as de falar-te mal a respeito dos outros.

Se te estimam, que o demonstrem, auxiliando-te e oferecendo-te belezas, estímulos, ao invés do lixo mental e emocional que te trazem.

Ressentimento expressa insegurança.

Se ages com correção, fica tranquilo em relação àqueles que te censuram.

Se atuas de forma equívoca, usa o ensejo para retificar atitudes.

Em qualquer circunstância, mantém-te em paz.

Ninguém foge à opinião alheia.

Tem a humildade de reconhecer que vives cercado daqueles de quem necessitas para evoluir.

Regulariza os teus débitos passados, mediante estes recursos que se te propõem pela vida.

Todos os missionários da Humanidade experimentaram os estigmas cruéis daqueles que os cercavam. Não obstante, felizes, concluíram a obra com a qual estavam comprometidos...

Segue-lhes o exemplo, e, preservando-te em paz, prossegue com amor, sem o ônus da amargura ou do ressentimento na mente ou no coração."


Joanna de Ângelis









Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Dor e progresso



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Dor e progresso 


Fazer a apologia do sofrimento ao invés de exaltar-lhe a função, no momento, indispensável, para o processo de renovação espiritual, é perigo de derivação masoquista.

Ignorar-lhe a realidade em todas as expressões da vida inteligente, significa fugir para estados utópicos de comportamento alienado.

A dor é fenômeno natural a expressar-se em toda parte, em nome do progresso espiritual.

Os seres vivos sofrem, inevitavelmente, o processo de desgaste, de transformação, de envelhecimento e de morte. Nas áreas da sensação e da emoção estes mecanismos se expressam em forma de dor, propiciando campo para as enfermidades que são, igualmente, um importante capítulo da vida em si mesma.

No homem, face à presença da razão, e graças à anterioridade das experiências evolutivas, manifestam-se outras formas de aflição, que constituem impositivo para o autoburilamento moral, mediante o qual ele consegue liberar-se das constrições do sofrimento.

E porque o amor ainda não atua conforme devera, eis que a dor é o buril que lhe lapida as arestas ou o cadinho que lhe purifica as mazelas.

Mesmo quando o amor luz esparze suas bênçãos, o sofrimento segue-lhe ao lado, em razão das primeiras respostas que se recebem no clima moral da Terra, ainda hostil para as suas elevadas propostas.

Por isto, a dor é a missionária incompreendida que trabalha continuamente para a ascensão espiritual dos seres...

A única opção diante da dor é a atitude de resignação confiante, que gera a postura paciente e otimista.

Com ela resolvem-se as situações mais graves e processam-se os mecanismos de superação, mediante os quais se adquirem a paz e a realização íntima.

A dor, no entanto, aumenta ou diminue o volume e profundidade da sua ação, conforme a atitude emocional de quem lhe experimenta a presença.

Ninguém que transite, no mundo, está indene ao seu operoso dever.

Assim, enfrenta-a com uma disposição dinâmica, retirando da sua presença os melhores resultados para a tua elevação espiritual.

Somente se sofre, porque se é imperfeito, devedor.

Quando se adquire o amor, que tudo supera, a dor bate em retirada e o homem se torna pleno.

Jesus, vindo ensinar-nos a arte de amar, padeceu as injunções do sofrimento, embora sem dele necessitar, a fim de que o seu exemplo digno nos constituísse a terapia eficiente para a aquisição da saúde total.


Joanna de Ângelis









domingo, 2 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Angústia perigosa



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Angústia perigosa


Dentre os estados da alma que anunciam sinal vermelho, no trânsito da vida, a angústia se destaca na condição de grande perigo.

Crepúsculo da esperança, a presença da angústia inunda de sombras o claro sol da razão, gerando perturbação para o discernimento e desinteresse para o prosseguimento da luta.

Má conselheira, exsuda pessimismo, encharcando quem lhe padece a constrição com surda revolta contra tudo e todos.

Afasta do convívio social a sua vítima e segreda-lhe, em intérmino colóquio de desalento, falsos motivos para a fuga suicida.

Alienando-se, sutilmente, da realidade, o homem em crise de angústia encontra-se a um passo da autodestruição física.

Porque da vida ele somente vê o lado negativo e apenas anota as impressões desagradáveis, tal enfermo necessita de socorro urgente, que ele próprio se deve proporcionar, embora com gigantesco esforço, bem como através da ajuda dos familiares que o devem assistir com paciência e meios especializados.

Sem descartarmos a terapia médica, sugerimos ao paciente de angústia um esquema de emergência que lhe resulta em salutar recuperação.

A visita àqueles que, em solidão, disputam uma migalha de amizade; às pessoas com o corpo aberto em chagas, necessitadas de quem lhes remova os curativos; aos indivíduos em saudades dilaceradoras, que decorrem da partida de amores que desencarnaram, às criaturas em pânico ante enfermidades irreversíveis; a homens e mulheres extenuados pela luta; às crianças alucinadas pelo abandono, são fatores de estímulo para a vitória pessoal.

Não faltam enfermos do corpo e da alma, em carência, aguardando uma presença miga e reconfortadora.

Pululam as vítimas da chamada "sociedade injusta e cruel" dos nossos dias, em guetos e malocas, favelas, alagados e invasões, todos tombados nas ruas da miséria econômica e moral, que suplicam em silêncio ou agressivamente uma ajuda, mínima que seja.

São oportunidades de comparação entre o que se tem e o que se observa faltar noutros, que, todavia, se estão esforçando para continuar.

Se a angústia tenta aninhar-se nos teus sentimentos e dominar-te a mente, reage com todas forças e sai a ajudar o teu próximo. O contato com aqueles que mais sofrem do que tu, te despertará para a alegria de viver, ensinando-te a agradecer a Deus esta oportunidade e ganha-la com ânimo e trabalho.


Joanna de Ângelis





quarta-feira, 15 de julho de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco - Aquisição da Paz



Joanna de Ângelis - Livro Luz da Esperança - Divaldo P. Franco


Aquisição da Paz 


"A minha paz vos dou" - acentuou Jesus, diante dos complexos conflitos e sofrimentos humanos.

O problema da paz, no entanto, recebe enfoques, quase sempre, de resultados imediatistas, confundindo-se-lhe a realidade com o ópio do repouso, o letargo da ociosidade ou o doce encantamento dos fenômenos circunstanciais: paisagens, posturas, músicas, conversações...

Sem dúvida, esses fatores podem propiciar estados de bem-estar, de renovação de forças, de estesia.

Passados, porém, os seus efeitos, irrompem os conflitos e tormentos, assomam as necessidades não superadas, tomam campo na mente os desencantamentos em relação a pessoas e tarefas, que agora parecem não mais corresponder ao anelado.

A Terra prossegue sendo escola de luta e de renovação, desafiando seus habitantes que devem mudar a estrutura moral nela ainda vigente.

A paz, portanto, conforme pretendem muitos homens, apresenta-se utópica.

Só mais tarde, quando concluídos os compromissos asperamente enfrentados, é que a consciência individual despertará para a plenitude, portanto, para a paz.

Ademais, enquanto se aspira por elevação, novos embates se delineiam, impedindo o repouso, a contemplação, a paz feita de quimeras e de sonhos.

Trabalha pelo bem do teu próximo, suando e cansando-te na ação, sem excogitares, de início, pela aquisição imediata da paz.

Mantém-te sereno, seja onde for e com quem for, como efeito da tua segurança de fé e consciência do dever.

Não te impressiones com palavras e dissimulações, com ambientes e circunstâncias.

Aprende com a vida e fixa-te em Jesus, que nunca defrauda aqueles que O buscam.

É longo o caminho pela frente a percorrer.

Não te detenhas em relatórios da emoção que passa, e segue adiante fiel ao teu compromisso com a verdade.

"A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou", afirmou Jesus, portanto, só Ele a pode oferecer de acordo com as tuas e as nossas necessidades.


Joanna de Ângelis