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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 26 - Fidelidade e testemunhos



Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 26


Fidelidade e testemunhos


Quando os seres humanos atingem a maturidade psicológica, os seus atos caracterizam-se pelo equilíbrio, honradez e dignidade, confirmando o seu estado de evolução, que o diferencia do biótipo comum ainda transitando na infância do conhecimento de si mesmo.

Em razão disso, as tarefas a que se entregam são executadas de maneira consciente e responsável, merecendo a melhor atenção e esforço que lhe estejam ao alcance.

Tornam-se, desse modo, exemplos para os outros que seguem na retaguarda e que necessitam de modelos morais, a fim de encontrarem resistência para lutar contra as próprias e as dificuldades externas que lhes assinalam a marcha.

Todas as suas atitudes passam pelo crivo da razão e estão sempre vigilantes para se não enganarem, tampouco iludirem os demais.

São sinceros e amigos, não regateando esforços para manter os vínculos da afetividade onde se encontram, trabalhando e mantendo a lealdade aos princípios filosóficos, morais, religiosos, culturais que abraçam...

Sabem que uma existência reta impõe muitos sacrifícios, especialmente os de natureza moral e emocional, devendo sempre realizar o que devem e não apenas aquilo que lhes apraz, mantendo-se irretocáveis em todas as injunções.

Podem equivocar-se, e isso ocorre com alguma frequência, não se mantendo, porém, no erro e, ao se dar conta, procuram corrigir ou se recuperar da ocorrência infeliz.

Enquanto se está na Terra, todos se encontram sob as injunções da psicosfera ambiental, dos fatores do próprio passado, em atividade de crescimento interior. É natural, portanto, que se enganem e que estabeleçam ligações perigosas, que realizem atos não recomendáveis, mas logo que se apercebam dos mesmos, retomem as rédeas do comportamento saudável e recomecem do ponto em que se detiveram, refazendo a conduta e restaurando a paz interior que deve permanecer em qualquer situação.

Esses indivíduos têm facilidade em confessar os seus enganos, não os escamoteando como fazem os imaturos que mais se preocupam com a imagem que projetam — a Persona do que com a realidade que são - o Self.

É sempre de bom alvitre que se tomem como modelos aqueles que se entregam aos deveres com equidade e belo proceder, ao invés de exumar os cadáveres morais daqueles que se aproveitam da existência, que se preocupam apenas com o acumular de haveres para si próprios e para os que se lhes vinculam biologicamente, cujas existências evocam os pântanos exalando miasmas e decomposição...

Esses não merecem, sequer, a consideração dos comentários, deixando-os nos seus sepulcros que pintam por fora em alvinitente branco e internamente são todo podridão, conforme a imagem forte apresentada por Jesus e dirigida aos sacerdotes hipócritas, sempre preocupados com a aparência, com a forma e jamais com a essência.

Para que se possa viver com a coragem estoica de demonstrar nos atos o que se acredita interiormente, não faltam pedrouços e ameaças externas, conspirando contra os objetivos elevados que são defendidos pelas mulheres e pelos homens denominados de bem.

Quando se encontram essas criaturas a serviço do amor, amontoam-se-lhes pelos caminhos por onde seguem os obstáculos e as perseguições gratuitas dos cômodos e dos insensatos, que gostariam que tudo girasse em torno das suas pequenezes morais e existenciais.

Os bons fazem muito mal aos maus, porque os desmascaram, demonstrando, pelos atos, que é possível bem viver-se, ao invés da preocupação de somente viver-se bem, acumulando coisas nenhumas e dando largas aos vícios e às paixões dissolutas.

Todo servidor do Bem tem conhecido esses tenazes inimigos do progresso, que mal disfarçam as suas intenções.

Atrevem-se a enfrentar as pessoas corretas, atirando-lhes na face injúrias e impropérios, a fim de desequilibrá-las, como se possível fora impedir a claridade da luz usando-se uma peneira...

Os idealistas de toda procedência, os apóstolos e missionários da verdade, os cientistas e os pensadores nobres conheceram de perto a insânia dos inimigos naturais do progresso, dos adversários da honradez e do trabalho nobre.

Difamados, injuriados e agredidos, gastaram muita energia com a adversidade imposta por esses invejosos e pigmeus que, porém, não conseguiram demovê-los dos propósitos elevados que cultivavam e conseguiram realizar.

O Espiritismo hoje oferece as luzes do conhecimento libertador e as bênçãos do consolo a todos aqueles que sofrem, ensejando-lhes a recuperação da paz mediante a identificação das causas das suas aflições, que são sempre justas, porque efeito das ações ignóbeis que ficaram pelas vias de crescimento durante as experiências passadas...

Renascendo para se recuperar, o espírita sabe que deve investir todos os esforços saudáveis na autossuperação, no desenvolvimento dos valores espirituais adormecidos, na sublimação das tendências para o erro, nos impositivos defluentes das inclinações más que o acompanham desde priscas eras...

Sendo sincero, deseja manter a fidelidade aos postulados espíritas, àqueles que se encontram firmados na Codificação, vivendo, quanto possível, os ensinamentos exarados no Evangelho de Jesus, em espírito e verdade, de forma que consiga apaziguar-se, harmonizando-se com o pensamento do Mestre incomparável, que lhe serve de modelo incomum.

Quando assim procede, de imediato surgem os acusadores que se travestem de mil formas de comportamento, gerando complicações e discussões infrutíferas em torno de sua existência e dos seus feitos, enquanto se acomodam os acusadores na presunção de vigias da conduta alheia.

Sofrem o azedume e a zombaria dos parvos, e a deselegância comportamental dos competidores é malsinada pelos que lhes invejam as qualidades morais e, por isso, não podendo possuí-las, tentam diminuir-lhes o brilho...

É necessário ser fiel e pagar o preço pelo testemunho inevitável, quando, abraçando um ideal sublime, qual o comportamento espírita, for atacado pelos costumeiros fiscais da sociedade, que nada fazem em seu benefício, sempre criando embaraços para aqueles que se dedicam às realizações edificantes.

Além das críticas sórdidas, acusações injustas e inoportunas recheadas de calúnias bem-elaboradas são atiradas contra o bom trabalhador de Jesus, como se ele tivesse o dever de prestar satisfações a esses ociosos e inoperantes, ao invés de Àquele que o convidou.

Nunca te detenhas ante a necessidade de testificar a qualidade dos teus sentimentos e a profunda afeição ao teu ideal espírita.

Perseguido, porém, jamais perseguidor ou autodefensor, prossegue sem perda de tempo, não valorizando as agressões, porque elas fazem parte da tua agenda de atividades.

Nunca olhes para trás, porque te apontam erros, mantendo a tua consciência de dever sem relutância nem justificações a amigos, a desconhecidos e a adversários da tua paz, porque o campo pertence ao Mestre, que te retirará dele quando Lhe aprouver. Enquanto isso não ocorrer, trabalha e trabalha, suando e chorando talvez, mas sorrindo com a incomparável alegria de Lhe ser fiel até o fim, como o foi o Apóstolo dos gentios e muitos outros que lhe seguiram o exemplo.

Um dia chegará que, aureolado de paz e alegria, despertarás além do corpo, encontrando o Senhor da Vinha de braços abertos aguardando por ti. 


Joanna de Ângelis 














sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 33 - Rei Solar



Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 33


Rei Solar


Após a trágica morte de Júlio César, assassinado na escadaria do Senado em Roma, nos idos de março de 44 a.C., por Brutus e os inimigos que lhe tramaram a ocorrência nefasta, o segundo triunvirato constituído por Marco Antônio, Otávio e Lépido, embora as inimizades que vigiam entre os mesmos, predispôs-se a equilibrar as forças do Império sacudidas pelas agressões contínuas que irrompiam de todo lado…

Depois do triunfo de Otávio sobre Marco Antônio e Cleópatra no Egito, o vitorioso retornou à capital imperial coroado de glórias e assumindo a governança na condição de novo César, como imperador.

Anteriormente, Lépido fora mandado ao exílio distante de Roma, a fim de que não oferecesse qualquer perigo em relação à coroa…

Otávio, utilizando-se do amor à pátria e dos recursos provenientes do seu caráter severo e da sua moral austera, lentamente alterou as diretrizes até então vigentes, estimulando as artes, os esportes, a arquitetura e as leis de justiça, facultando um período inabitual de paz na grandiosa potência que dominava quase três quartas partes do mundo conhecido…

Tantas glórias eram motivo de surpresa, considerando-se a belicosidade então dominante no mundo. Entretanto, essa ocorrência derivava-se da aproximação de sublimes hostes espirituais que se acercavam do planeta, modificando-lhe a psicosfera, a fim de prepararem o momento em que Jesus, o Rei Solar, mergulharia nas suas sombras para alterar por definitivo a história da Humanidade.

Os carros de guerra e as legiões de soldados voluptuosos e sanguessedentos cederam lugar aos instrumentos de construção da paz e de amanho do solo, propiciando um período diferente em relação a todos os anteriores repletos de beligerância e de crueldade.

O berço de Jesus tornou-se o divisor dos tempos, inaugurando especial cultura e singular civilização que deveriam trocar os instrumentos de escravidão e de morte pelos recursos de inefável bem.

Ficariam para trás, na memória dos lamentáveis fastos da História, as batalhas hediondas, as carnificinas brutais, as destruições de aldeias, povoados e cidades vencidos, assim como dos seus habitantes infelizes…

Surgia um período de paz, que ficaria assinalado pelo amor e pela dedicação ao próximo, seguido pelo holocausto das vítimas que se entregariam felizes em favor da instalação da nova Era.

Porque ainda, no entanto, predominassem os instintos de violência e de primitivismo na sociedade, depois que Ele implantou as bases de um novo tempo distante do poder mentiroso de César e da força bruta das legiões, ressurgiram os algozes da sociedade, dando prosseguimento às trágicas façanhas de destruição, do crime e do horror até quando o cansaço dos réprobos e o seu sofrimento reclamarem pela paz e pela renovação espiritual…

É o que ocorre nestes tormentosos dias da sociedade…

Dois mil anos da sementeira de Jesus se passaram e ainda é escassa a colheita de bênçãos.

Nunca mais, porém, desde aqueles momentosos dias em que Ele desceu à Terra na condição de Rei Solar, o desconhecimento da Verdade vigeu nos corações e nas mentes.

A incomparável sinfonia das bem-aventuranças assinalou o ápice da Sua presença, alterando por definitivo os códigos vigentes então, embora ainda hoje não vivenciados quanto seria de esperar-se.

Os atos por Ele praticados e as incomparáveis parábolas por Ele narradas, nas quais vestiu o Seu luminoso pensamento, tornaram-se culminantes na história do planeta terrestre, como o mais grandioso legado capaz de libertar os seres humanos das tormentosas paixões nas quais estorcegam.

Sua sublime compaixão e Sua ímpar capacidade de perdão tornaram-se os mais eficazes processos psicoterapêuticos para curar as enfermidades morais e espirituais que dilaceram as criaturas e as degradam…

Jesus é o marco vigoroso de um novo começo.

Nunca antes ou depois d'Ele algo havia sucedido ou se dará igual: a glória do bem fazer!

Ainda há muito pranto no mundo e multiplicam-se as ocorrências e as ameaças de hórridos crimes e de infortúnios de fora como no íntimo dos seres humanos. Nada obstante, as soluções já se encontram ao alcance de todos quantos anelam pela paz e pela plenitude.

Jesus é o roteiro de segurança, único, aliás, que se pode seguir sem vacilações.

Toda a Sua vida, Seus exemplos, Seus testemunhos de amor demonstram-Lhe a grandeza de excelente Filho de Deus, que nos veio ensinar a viver em alegria, construindo a felicidade mediante o dever retamente cumprido e a vivência do amor sem jaça.

A Sua voz alcança a acústica de todos os corações que se detenham a ouvi-lO.

Voz alguma que se Lhe equipare.

Diante da atual paisagem humana assinalada pelo desar e pelo vazio existencial, pela violência e pelo mergulho no paul das paixões dissolventes, a evocação do nascimento de Jesus modifica a psicosfera morbífica dominante no momento, e as vozes dos Céus novamente cantam os hinos de louvor e de gratidão a Deus pela presença de Jesus no mundo.

Celebra o Seu Natal com paz no coração e programações de amor nas tuas atividades.

Aproveita as doces vibrações que dominam a Terra e faze-te súdito dedicado do Rei Solar, cooperando com Ele na instalação definitiva da era de paz e de amor por que todos anelam.


Joanna de Ângelis













quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 145 - Utilidade da Reencarnação




Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 145


Utilidade da Reencarnação


Após o périplo carnal, feliz ou desventurado, quando sucede a desencarnação, o Espírito quase sempre retoma a consciência dos seus atos e mede, quando se encontra lúcido, os resultados do nobre cometimento.

Detectando as realizações nobilitantes, anela pelo retorno à indumentária carnal, a fim de dar prosseguimento aos labores edificantes que deixou na Terra e lhes constituem filhos do coração. 

Compreendendo o alto significado do trabalho e os benefícios que dele defluem, ora agradecendo a Deus a bênção da oportunidade vivida, roga nova ocasião para, retornando, ampliar os horizontes das realizações, alcançando mais ampla faixa de necessitados, aos quais beneficiaria. 

A sua felicidade é tão significativa que, mesmo fruindo as alegrias que resultam dos serviços retamente cumpridos, experimenta dúlcida melancolia como a afeição pela obra, tendo permissão de prosseguir auxiliando até quando lhe seja concedido o novo mergulho nas sombras do Planeta...

Todos aqueles que se transformaram em benfeitores da Humanidade, hajam sido aureolados pela fama ou desconhecidos, sempre retornam aos mesmos campos de ação, de modo a darem curso ao ministério dignificante. 

Por outro lado, aqueloutros que se acumpliciaram com o erro, que se facultaram as ilusões, entregando-se à dissolução moral ou às vinculações com o mal, constatando a dimensão do desar, suplicam novo renascimento que lhes permita reparar, corrigir e se recuperar perante a própria e a Consciência Cósmica. 

Quanto maiores forem os gravames, mais vigorosas as rogativas e mais ardentes desejos de reabilitação, porque a consciência ultrajada exige mudança de comportamento e adoção de valores mais elevados. 

Como não dispõem de mérito, face à insensatez a que se entregaram, rogam aos Guias espirituais que intercedam por eles, que os apadrinhem na conjuntura, conseguindo a concessão especial de que muito necessitam. 

Porque se sentem encorajados e a visão difere daquela mantida quando no combate sensorial, propõem as provações que gostariam de experienciar, a fim de poderem beneficiar-se do processo depurador, os testemunhos que comprovem a mudança moral, as expiações mais afugentes e santificadoras... 

Pode  parecer  estranho  que  sejam  solicitados encarceramentos em corpos cerceados de normalidade, experimentando a demência ou as mutilações, as deficiências dos órgãos ou a incapacidade para repetir os desmandos infelizes. 

Sentindo-se sem as resistências morais para suportar os arrastamentos do mal a que se afeiçoaram, retornam, então, ferreteados pela cegueira ou mudez, pela imbecilidade ou degenerescência cerebral, inspirando asco ou mal-estar, compaixão ou misericórdia que não tiveram para com o seu próximo anteriormente... 

Cada prova, cada expiação, de acordo com os delitos e os danos a que deram lugar, porque o agente não é responsável apenas pelo mal que pratica, mas também pelos efeitos infelizes deles decorrentes. 

Tudo ocorre de acordo com as Soberanas Leis do Amor. 

Rogaste, antes do berço, a bênção da reencarnação no lar que ora te acolhe, com a família de que necessitas, aquela que não soubeste preservar, quando estiveste em seu seio e criaste os embaraços que hoje retornam, exigindo-te reparação.

Aqueles que te hostilizam são os mesmos afetos que entenebreceste anteriormente e suplicaste a oportunidade de recuperação, voltando a conviver com eles, armados contra ti, assinalados pelas lembranças inconscientes dos males que lhe impuseste durante o teu desvario anterior. 

As enfermidades impertinentes, aquelas de diagnose difícil e de recuperação improvável pertencem à relação que anotaste para a tua redenção e encaminhaste aos anjos tutelares da tua atual existência. 

Os limites e desafios que te afligem fazem parte das disposições evolutivas que estabeleceste, porque reconheceste que eram os melhores mestres de que necessitavas para poder te recuperar. 

A carência afetiva, a solidão, o abandono a que te sentes relegado, são as terapêuticas hábeis para a valorização da solidariedade que destruíste a afetividade que maculaste com a traição, com o desrespeito ao ser amigo que se te entregou em confiança e fidelidade. 

Os conflitos íntimos, a culpa e os complexos perturbadores que te assinalam, resultam das análises a que te dedicaste no Além, de forma que possas reencontrar o equilíbrio no silêncio, no esforço íntimo que te facultará pelo amor e pela resignação a autoiluminação. 

Mesmo que te pareçam demasiadamente severos os processos de purificação, superando o mal para que haja lugar para o surgimento do bem-estar em teu íntimo, mantém o bom ânimo, porque os Espíritos que se te fizeram avalistas da nova experiência, atendendo-te aos veementes apelos, velam por ti, ajudam-te, e durante os desdobramentos parciais pelo sono, alentam-te, reconfortam-te e te revigoram, atenuando a aspereza do programa de reeducação a que te encontras submetido. 

O passado sempre ressurge no presente que organiza as paisagens do futuro. 

Seja qual for a situação, pois, em que te encontres, considera a rapidez com que transcorre o tempo físico e pensa em termos de imortalidade. 

Ontem, certamente, foi mais sombrio do que hoje e ultrapassaste, encontrando-te agora a vislumbrar as belas claridades do amanhã. 

Aproveita, quanto te esteja ao alcance, a bênção que fruis, mesmo que seja conhecida como sofrimento, e avança confiante estrada fora... 

Ninguém que se encontre em desvalimento, ao abandono, e nada que aconteça sem um fim útil. 

A jornada é necessária nessas condições, porque somente elas te facultarão entender o objetivo das reencarnações e os deveres que tens em relação à Vida, assim como a ti mesmo e ao teu próximo. 

És feliz porque conseguiste o ensejo de retornar, agora iluminado pelo conhecimento espiritual que te amplia os horizontes do entendimento para que te apercebas da beleza da Vida em toda parte, na qual te encontras colocado. 

Não reclames, nem te permitas a tristeza que deprime e proporciona reflexões angustiantes. 

Sorri, e espera um pouco mais. 

A reencarnação é o método sublime de evolução com que a Divindade honra os Seus filhos, arrancando-os da ignorância para conduzi-los ao rumo da sabedoria. 

Quando se adquire a consciência acerca da reencarnação e da sua utilidade, a dor diminui de intensidade, as aflições tornam-se diluídas e uma especial resignação toma conta do ser facultando-lhe especial e peculiar alegria de viver. 

Bendize, desse modo, as tuas provações e te rejubila por te encontrar em processo de libertação, fruindo de paz. 


Joanna de Ângelis










segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 4 - Introdução - Liberta-te do mal




Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 4 - Introdução


Liberta-te do mal 


Vive-se uma atualidade muito complexa na sociedade terrestre. 

De um lado, a riqueza cultural e intelectual, as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia que modificaram totalmente a face do Planeta, ampliando os horizontes cósmicos e os tornando compreensíveis ao pensamento, enquanto que pandemias terríveis vêm sendo varridas do orbe lentamente.

A contribuição inestimável das vacinas, a relativa e lúcida facilidade de diagnóstico de muitas enfermidades, os produtos farmacêuticos de extraordinário valor, as medidas preventivas a muitos males, a vigência de hábitos alimentares saudáveis, de exercícios físicos e contato com a natureza, os notáveis recursos cirúrgicos, os de transplantes de órgãos e de próteses constituem bênçãos jamais sonhadas antes, tornando a existência humana mais amena e saudável.

As ciências psicológicas facultam a compreensão dos conflitos humanos e dos transtornos que se ampliam com altos índices de depressão, de loucura, de desvios de comportamento...

Sob outro aspecto, porém, os valores ético-morais, imprescindíveis ao equilíbrio mente-corpo, demonstram que a evolução espiritual tem sido menos ampla do que aquela de natureza intelectual.

Simultaneamente, o espectro da fome, da miséria sob diferentes aspectos, a drogadição, a volúpia do prazer exacerbado, como se a função do corpo fosse direcionada apenas para o gozo, as fugas espetaculares para os vícios de toda ordem e a violência perversa dominam as criaturas que, aturdidas, não sabem qual rumo a seguir.

Valiosos estudiosos do comportamento e da economia apelam para o comedimento, para a liberdade responsável, enquanto outros, que se encontram alucinados, proclamam a necessidade da liberação do aborto, da eutanásia, da discriminação da maconha e de outras substâncias alucinógenas com excessiva liberdade para os seus usuários, sem a preocupação de educá-los preventivamente ou de tratá-los após o tombo nas suas armadilhas soezes.

Mulheres e homens infelizes proclamam a excelência do suicídio ante os insucessos, as doenças incuráveis, os problemas afligentes, as situações embaraçosas, exteriorizando os tormentos que os caracterizam e que desejam transformar em condutas normais...

Uma onda de desespero cresce no mundo ante expectativas dolorosas em relação às culturas religiosas do Oriente assim como as do Ocidente e vice-versa, ao mesmo tempo, em um período em que os direitos humanos são proclamados e reconhecidos, o fanatismo de diversas condutas e o radicalismo ameaçam a paz entre os povos dominados pelas paixões primitivas disfarçadas de civilização...

Há, em toda parte, a busca desenfreada por algo que complete o ser, facultando-lhe as fugas terríveis para os esportes radicais, para as experiências aberrantes, para as condutas extravagantes, para a formação de tribos e de clãs agressivos que facilitam a vigência do ódio e da crueldade, em uma época em que os mesmos já deveriam ter sido substituídos pela compreensão, pela fraternidade, pela compaixão...

Infelizmente, não tem havido lugar na sociedade imediatista para o amor e a paz, para os ideais de enobrecimento e de solidariedade que não encontram espaço na grande mídia, conforme desfrutam a sexolatria, os crimes hediondos e as futilidades rotuladas de condutas ideais.

A família, desagregada, cede lugar a um grupamento de pessoas vinculadas pela consanguinidade e separadas pelos sentimentos de amizade e de dever, facultando os desvios para os sites e blogs da convivência virtual que facilitam o intercâmbio doentio e cruel, com psicopatas e atormentados, que se ocultam atrás da tela dos computadores, assim como de outros instrumentos de comunicação do mesmo gênero...

Em consequência, a deserção moral é volumosa e profundamente lamentável, permitindo todos os tipos de condutas desastradas com graves prejuízos para o indivíduo em si mesmo e para a sociedade em geral.

Há abundância de conforto e de diversões para alguns e escassez absoluta de quase tudo para a maioria das criaturas terrestres.

São inevitáveis as interrogações: Que se fazer ante tantos paradoxos? Como se viver corretamente sem alienação? Existe alguma diretriz para o encontro com o equilíbrio e a harmonia interior?

A resposta é simples e talvez contundente: A diretriz e a conduta a se vivenciar podem ser enunciadas no conceito: evitar-se o mal ou dele libertar-se, caso já se lhe encontre instalado.

Pensando na grande problemática referida acima em alguns dos seus mais graves aspectos elaboramos, ao longo dos últimos meses, estudos espíritas em torno de trinta temas, convidando os interessados à conquista da paz, da saúde e da alegria de viver, à luta pela própria felicidade.

Baseando-nos nas vigorosas lições de Jesus e nas sábias diretrizes do Espiritismo, procuramos atualizar os seus conteúdos em linguagem própria para estes dias, oferecendo sugestões oportunas e fáceis para a conquista da harmonia pessoal e para a cooperação com as demais pessoas.

Reconhecemos não trazerem estas páginas novidades muito do agrado de grande número de leitores, mas sabemos que um dos requisitos essenciais para a aprendizagem é a metodologia da repetição, a fim de que se fixem nos painéis da memória e nos delicados tecidos dos sentimentos as informações que se devem transformar em recurso para a sua vivência.

Tudo quanto anotamos já tem sido apresentado por estudiosos sérios e interessados nos comportamentos felizes, assim como por sociólogos e psicólogos, religiosos e cidadãos afeiçoados ao Bem.

O nosso trabalho encontra-se, porém, enraizado nos textos do Evangelho de Jesus e nas seguras orientações que os Espíritos trouxeram ao mundo desde o dia do surgimento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a 18 de abril de 1857 e as obras que foram publicadas depois pelo insigne codificador.

São o resultado da nossa própria experiência, assim como da experiência de milhões de indivíduos que optaram pelo Bem em luta incessante para a libertação do mal, que ainda vige no íntimo de todos os seres humanos, como herança doentia do processo grandioso da evolução antropológica e psicológica através das sucessivas reencarnações.

Com este modesto contributo, esperamos cooperar com as pessoas sinceras e afeiçoadas ao amor e à verdade, a fim de que não desanimem nunca no afã da edificação e da vivência do amor, conforme o Mestre de Nazaré nos ensinou, em todas e quaisquer situações em que se encontre.

...E o amor solucionará todos os problemas, por mais intrincados se apresentem.


Joanna de Ângelis
Salvador, (BA), 21 de setembro de 2011.






domingo, 19 de julho de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te Do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 92 - Terapia do perdão



Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te Do Mal - Divaldo P. Franco - Pág. 92


Terapia do perdão


A busca da saúde integral deve constituir um dos objetivos básicos da existência planetária, dentro da proposta relevante da iluminação interior. 

Sem esse equilíbrio psicofísico proporcionador de estímulos para a superação das tendências perturbadoras, muito difícil torna-se o autoencontro, o discernimento e a consciência ante os compromissos que dizem respeito à vida física. 

Fatores internos e externos facultam o desempenho do mister, cujo êxito depende da contribuição mental e emocional do indivíduo, em seu sentido mais significativo. 

Não são poucos os males causados pelo comportamento mental das criaturas que teimam em cultivar ideias perniciosas, que se lhes transformam em contributos deletérios nos delicados tecidos nervosos que constituem a entidade orgânica. 

Fixações mentais pessimistas, adoção de mágoas e anseios de vingança, ciúme e rebeldia emocional transformam-se em tóxicos destrutivos que são transferidos para o sistema nervoso central, desse passando ao sistema endocrínico, alojando-se, por fim, no aparelho físico e agredindo as células, que têm perturbada a mitose, abrindo espaço para a contaminação bacteriológica... 

Depressões profundas, distúrbios do pânico, ansiedade e angústia defluem, também, dos sentimentos desvairados que se alojam na usina mental. 

Lenta e insistentemente, emitem ondas de energia negativa que se mesclam às vibrações mantenedoras do equilíbrio, culminando com a desarticulação do seu ritmo, agravando-se, à medida que são vitalizadas pelo pensamento vicioso. 

Maledicência e calúnia convivem em conúbio infeliz que não somente prejudicam o próximo e a ordem social como também aquele que as alimentam com os seus comentários destrutivos. 

A vida em família - essa sociedade miniaturizada — exige responsabilidade que se deve caracterizar pelos sentimentos da ética e da moral em seu sentido mais profundo, portanto, acima de todas e quaisquer conveniências. 

Renascendo no clã que lhe é mais favorável, o Espírito passa a fruir da oportunidade abençoada que deverá utilizar com sabedoria para a ensementação dos valores do Bem e da Verdade no recesso do ser. 

Ademais, a existência terrestre é assinalada por compromissos impostergáveis que fazem parte do processo evolutivo, merecendo, portanto, respeito e consideração. 

Permitindo-se a leviandade de usar o corpo na condição de escravo das paixões grosseiras primárias que ressumam do seu passado, transforma a formosa ocasião em palco de alucinações gerando distúrbios e doenças que terminarão em consumpção dolorosa... 

A saúde integral merece o máximo contributo de todos os indivíduos, especialmente daqueles que travaram relacionamento com o Evangelho de Jesus, o mais valioso tratado psicoterapêutico de que a Humanidade tem notícia. 

Quem conhece Jesus não se pode mais desculpar pela permanência nos equívocos e no cultivo dos sentimentos perniciosos. 

A Sua presença no coração altera a paisagem interna daquele que O agasalha, modificando-lhe as estruturas íntimas e favorecendo-o com permanente bem-estar, mesmo nos períodos graves da existência, aqueles, nos quais, surgem as crises, a necessidade dos testemunhos. 

A única alternativa, portanto, é prosseguir vinculado aos Seus ensinamentos aplicando-os à conduta mental, verbal e vivencial de todos os instantes. 

Na escala dos acontecimentos morais que dizem respeito à saúde integral, merece destaque a contribuição terapêutica do perdão das ofensas. 

Todo aquele que mantém ressentimento anelando pelo desforço carrega uma brasa viva na mão, objetivando atirá-la no adversário. Em sua aflição doentia, que faculta o anelo de vingança, não se dá conta que, enquanto conduz o elemento responsável pelo desforço tem a mão queimada... 

Sê tu, portanto, aquele que, de imediato, perdoa. Não creias que, ao fazê-lo, o teu inimigo fique indene à responsabilidade decorrente do ato ignóbil praticado. Nem transfiras o teu sentimento de mágoa para a Divindade impor a reparação ou as Soberanas Leis pedirem-lhe contas. 

Seja a tua a atitude de libertar a revolta interna que te vergasta a mente e a emoção decorrente do delito de que foste vítima. 

O teu ofensor é infeliz e não tem dimensão da própria desdita, permitindo-se a conduta que o assinala. Provavelmente, alguns outros que se facultam o direito de afligir os outros conhecem o abismo em que tombaram e, por isso mesmo, desforçam-se invejosos naqueles que consideram felizes, com o fim único de atormentá-los. 

Muitos que te combatem em determinado ângulo do comportamento gostariam de estar no teu lugar ou de realizar o que fazes, mas defrontando a impossibilidade de realizá-lo, ao invés de crescerem moralmente, enxovalham-te o nome, desse modo, diminuindo, aparentemente, a tua grandeza. 

Não lhes dês a importância que se atribuem, permanecendo intemerato no cumprimento dos teus deveres, aqueles que a vida te propõe e os que abraçaste espontaneamente por amor. 

Nunca te permitas sintonizar na mesma faixa vibratória em que se comprazem aqueles que são declarados ou não teus inimigos. 

Alça-te às regiões espirituais da Paz e do Bem perdoando sempre, seja qual for o gravame que te foi imposto.

Recordarás, sem dúvida, da ofensa, sofrerás ainda o seu dardo venenoso, porém, não terás desejo de realizar qualquer tipo de desforço, nem revolta, como se te considerasses injustiçado... 

Nada acontece destituído de um fim útil, dependendo sempre daquele que é partícipe do ato. 

Se a injunção apresentar-se penosa, reflexiona e agradece a Deus poder recuperar-te dos males que te seguem, aprimorando-te mediante a humildade e a submissão aos superiores desígnios. 

Jamais poderás mudar o mundo, impondo-lhe regras de conduta, no entanto, quando te modificares para melhor, o mundo também estará menos agressivo e menos infeliz. 

Não aceites a presença do ódio em teus sentimentos, porque o ódio devora todo aquele que o agasalha. Não lhe cedas espaço emocional. Ele se disfarça de várias formas e permanece no âmago do ser corroendo-o. É filho espúrio do egoísmo e irmão desvairado do orgulho que se alastra como fogaréu devorador alimentado por combustível abundante. 

Não te deixes enfermar em razão das lutas que enfrentas e dos dardos venenosos que te atiram. 

Usa a terapia do perdão e conseguirás a inefável leveza da consciência tranquila. 

A chaga aberta pela ingratidão ou pela perversidade de outrem cicatrizará no teu íntimo com o penso balsâmico do perdão. 

Rompe desse modo, as fortes correntes da morbidez que pretende manter-te na luta infeliz do ódio, do revide, da vingança, perdoando sempre. 

Quem O visse triunfante ao adentrar sob aplauso e festa em Jerusalém, não podia imaginar que aquela mesma sociedade O apuparia logo depois, levando-O à cruz. 

Sabia-O Ele e, por isso, não se rejubilou quando aclamado pela insensatez humana, nem se afligiu quando repudiado pela loucura generalizada. 

Com inexcedível amor a todos perdoou e pediu ao Pai clemência e misericórdia para os alucinados. Mantém o perdão em todos os teus momentos e, desfrutando dessa suprema terapia fruirás a bênção da saúde integral. 


Joanna de Ângelis









quarta-feira, 20 de maio de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - O Mundo Atual



Joanna de Ângelis - Livro Liberta-te do Mal - Divaldo P. Franco - Cap. 1



O Mundo Atual



De um lado, a riqueza cultural e intelectual, as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia que modificaram totalmente a face do Planeta, ampliando os horizontes cósmicos e os tornando compreensíveis ao pensamento, enquanto que pandemias terríveis vêm sendo varridas do orbe lentamente.

A contribuição inestimável das vacinas, a relativa e lúcida facilidade de diagnóstico de muitas enfermidades, os produtos farmacêuticos de extraordinário valor, as medidas preventivas a muitos males, a vigência de hábitos alimentares saudáveis, de exercícios físicos e contato com a natureza, os notáveis recursos cirúrgicos, os de transplantes de órgãos e de próteses constituem bênçãos jamais sonhadas antes, tornando a existência humana mais amena e saudável.

As ciências psicológicas facultam a compreensão dos conflitos humanos e dos transtornos que se ampliam com altos índices de depressão, de loucura, de desvios de comportamento...

Sob outro aspecto, porém, os valores ético-morais, imprescindíveis ao equilíbrio mente-corpo, demonstram que a evolução espiritual tem sido menos ampla do que aquela de natureza intelectual.

Simultaneamente, o espectro da fome, da miséria sob diferentes aspectos, a drogadição, a volúpia do prazer exacerbado, como se a função do corpo fosse direcionada apenas para o gozo, as fugas espetaculares para os vícios de toda ordem e a violência perversa dominam as criaturas que, aturdidas, não sabem qual rumo a seguir.

Valiosos estudiosos do comportamento e da economia apelam para o comedimento, para a liberdade responsável, enquanto outros, que se encontram alucinados, proclamam a necessidade da liberação do aborto, da eutanásia, da discriminação da maconha e de outras substâncias alucinógenas com excessiva liberdade para os seus usuários, sem a preocupação de educá-los preventivamente ou de tratá-los após o tombo nas suas armadilhas soezes.

Mulheres e homens infelizes proclamam a excelência do suicídio ante os insucessos, as doenças incuráveis, os problemas afligentes, as situações embaraçosas, exteriorizando os tormentos que os caracterizam e que desejam transformar em condutas normais...

Uma onda de desespero cresce no mundo ante expectativas dolorosas em relação às culturas religiosas do Oriente assim como as do Ocidente e vice-versa, ao mesmo tempo, em um período em que os direitos humanos são proclamados e reconhecidos, o fanatismo de diversas condutas e o radicalismo ameaçam a paz entre os povos dominados pelas paixões primitivas disfarçadas de civilização...

Há, em toda parte, a busca desenfreada por algo que complete o ser, facultando-lhe as fugas terríveis para os esportes radicais, para as experiências aberrantes, para as condutas extravagantes, para a formação de tribos e de clãs agressivos que facilitam a vigência do ódio e da crueldade, em uma época em que os mesmos já deveriam ter sido substituídos pela compreensão, pela fraternidade, pela compaixão...

Infelizmente, não tem havido lugar na sociedade imediatista para o amor e a paz, para os ideais de enobrecimento e de solidariedade que não encontram espaço na grande mídia, conforme desfrutam a sexolatria, os crimes hediondos e as futilidades rotuladas de condutas ideais.

A família, desagregada, cede lugar a um grupamento de pessoas vinculadas pela consanguinidade e separadas pelos sentimentos de amizade e de dever, facultando os desvios para os sites e blogs da convivência virtual que facilitam o intercâmbio doentio e cruel, com psicopatas e atormentados, que se ocultam atrás da tela dos computadores, assim como de outros instrumentos de comunicação do mesmo gênero...

Em consequência, a deserção moral é volumosa e profundamente lamentável, permitindo todos os tipos de condutas desastradas com graves prejuízos para o indivíduo em si mesmo e para a sociedade em geral.

Há abundância de conforto e de diversões para alguns e escassez absoluta de quase tudo para a maioria das criaturas terrestres.

São inevitáveis as interrogações: Que se fazer ante tantos paradoxos? Como se viver corretamente sem alienação? Existe alguma diretriz para o encontro com o equilíbrio e a harmonia interior?

A resposta é simples e talvez contundente: A diretriz e a conduta a se vivenciar podem ser enunciadas no conceito: evitar-se o mal ou dele libertar-se, caso já se lhe encontre instalado.

Pensando na grande problemática referida acima em alguns dos seus mais graves aspectos elaboramos, ao longo dos últimos meses, estudos espíritas em torno de trinta temas, convidando os interessados à conquista da paz, da saúde e da alegria de viver, à luta pela própria felicidade.

Baseando-nos nas vigorosas lições de Jesus e nas sábias diretrizes do Espiritismo, procuramos atualizar os seus conteúdos em linguagem própria para estes dias, oferecendo sugestões oportunas e fáceis para a conquista da harmonia pessoal e para a cooperação com as demais pessoas.

Reconhecemos não trazerem estas páginas novidades muito do agrado de grande número de leitores, mas sabemos que um dos requisitos essenciais para a aprendizagem é a metodologia da repetição, a fim de que se fixem nos painéis da memória e nos delicados tecidos dos sentimentos as informações que se devem transformar em recurso para a sua vivência.

Tudo quanto anotamos já tem sido apresentado por estudiosos sérios e interessados nos comportamentos felizes, assim como por sociólogos e psicólogos, religiosos e cidadãos afeiçoados ao Bem.

O nosso trabalho encontra-se, porém, enraizado nos textos do Evangelho de Jesus e nas seguras orientações que os Espíritos trouxeram ao mundo desde o dia do surgimento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a 18 de abril de 1857 e as obras que foram publicadas depois pelo insigne codificador.

São o resultado da nossa própria experiência, assim como da experiência de milhões de indivíduos que optaram pelo Bem em luta incessante para a libertação do mal, que ainda vige no íntimo de todos os seres humanos, como herança doentia do processo grandioso da evolução antropológica e psicológica através das sucessivas reencarnações.

Com este modesto contributo, esperamos cooperar com as pessoas sinceras e afeiçoadas ao amor e à verdade, a fim de que não desanimem nunca no afã da edificação e da vivência do amor, conforme o Mestre de Nazaré nos ensinou, em todas e quaisquer situações em que se encontre.

...E o amor solucionará todos os problemas, por mais intrincados se apresentem.



Joanna de Ângelis







Fonte: Liberta-te do Mal -pdf