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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18 - Melhorar sempre



Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18


Melhorar sempre


“Por isso também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem suas almas ao fiel Criador, na prática do bem.” — PEDRO (1 Pedro, 4:19)


Justo lembrar que a Providência Divina nos endereça todos à paz e à felicidade, ao aperfeiçoamento e à vitória.

Entretanto, quantas vezes e quantos de nós, a meio caminho para o triunfo, nos motivamos para a frustração e marginalizamo-nos por tempo indeterminado em desânimo e pessimismo?

Prendemo-nos ao lado negativo de contratempos salvadores e costumamos dizer:

— Nada posso.

— Tudo é contra mim.

— Só vejo trevas.

— Sou um caso perdido.

— Moro no azar.

— Sou sempre infeliz.

— A vida é uma carga insuportável.

Na fieira de semelhantes condenações, esquecemo-nos de que cada qual de nós tem o seu mundo próprio, e, se induzimos o nosso próprio mundo ao fracasso, quem nos livrará do fracasso, se somos todos criaturas de Deus com a faculdade de criar os nossos próprios destinos?

Consideremos isso, selecionando expressões e afirmações compatíveis com a nossa condição de Espíritos imortais, ante as Leis do Universo.

Uma frase estabelece determinada disposição.

Determinada disposição produz certa atividade específica.

Certa atividade específica gera circunstâncias.

E circunstâncias constroem a vida.

Em todos os lances da existência, procuremos palavras de esperança e fé, alegria e bênção para usá-las a benefício próprio, de vez que, ainda mesmo nos últimos degraus do sofrimento, dispomos nós todos, com o amparo de Deus, do privilégio de renovar e da felicidade de servir.


Emmanuel









sexta-feira, 13 de março de 2026

Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Jesus em ação



Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Jesus em ação


Irmãos surgem que, de vez em vez, se afirmam contra a beneficência, alegando que enquanto nos consagramos ao socorro material esquecemos os nossos deveres na iluminação do espírito. E enfileiram justificativas às quais a Doutrina Espírita, revivendo os ensinamentos de Jesus, opõe naturais contraditas.

Senão vejamos:

A Assistência Social, no fundo, deve pertencer ao poder público. Indiscutivelmente, ninguém nega isso, mas se estamos na praia, vendo companheiros que se afogam, como recusar cooperação ao serviço de salvamento, quando estamos aptos a nadar?

Não adianta dar migalhas aos irmãos em penúria, cujas necessidades são gigantescas.

Consideremos, porém, que se não começarmos as boas obras, com o pouco de nossas possibilidades reduzidas, nunca aprenderemos a desligar-nos do muito para colaborar a benefício dos outros.

Desaconselhável auxiliar criaturas viciadas com o que apenas conseguiríamos conservá-las em perturbação e desequilíbrio. Quem de nós poderá medir a própria resistência, ante as provações do caminho e de que modo apreciaríamos a conduta do próximo para conosco, se fôssemos nós os caídos em tentação?

Muitos dos chamados pedintes mostram mais necessidade de trabalho que de auxílio. Claramente justa a alegação, mas muito raramente quem diz isso demonstra a disposição ou a possibilidade de ser o empregador.

Devemos cogitar exclusivamente do ensino moral, de maneira a cumprir as tarefas de orientação que o Espiritismo nos preceitua.

Sem dúvida, é obrigação nossa colocar, acima de tudo, a obra educativa do Espírito eterno, mas é importante lembrar que o próprio Cristo se empenhou a alimentar a multidão faminta, ao ministrar-lhe as Boas Novas de Salvação, de vez que não há cabeça tranquila sobre estômago atormentado.

Compreendamos isso e, quanto nos seja possível, entreguemo-nos à escola do amparo fraterno, com todas as nossas forças, reconhecendo que estamos cada vez mais necessitados de caridade, em todos os sentidos, de uns para com os outros, a fim de revelarmos que o Espiritismo é realmente Jesus em ação.


Emmanuel














sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - O sublime triângulo




Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


O sublime triângulo


A Ciência, a Filosofia e a Religião constituem o triângulo sobre o qual a Doutrina Espírita assenta as próprias bases, preparando a Humanidade do presente para a vitória suprema do Amor e da Sabedoria no grande futuro.

Recorramos às três vigorosas sínteses da Codificação Kardequiana, para comentar, com mais segurança, o tríplice aspecto de nossos princípios redentores.

Com a Ciência, asseverou o grande missionário: “A fé sólida é aquela que pode encarar a razão, face a face.”

Com a Filosofia, afirmou peremptório: “Nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei.” (1)

Com a Religião, disse bem alto: “Fora da caridade não há salvação.”

Não será justo em nosso movimento libertador da vida espiritual, prescindir da Ciência que estuda, da Filosofia que esclarece e da Religião que sublima.

Buscando a verdade, colheremos o conhecimento superior; conquistando o conhecimento superior, penetraremos novas faixas de evolução e, absorvendo-lhes a claridade divina, compreenderemos que somente pela caridade que é amor puro, é que viveremos em harmonia com a justiça imutável, erguendo-nos enfim à desejada ascensão.

Abracemos em nossa fé o trabalho paciente da pesquisa honesta e a construção do entendimento, para que a fraternidade cristã possa esculpir em nós mesmos a viva pregação do ideal que espalhamos, no serviço aos outros e que significa serviço a nós mesmos.

Em suma, instruamo-nos e amemo-nos, uns aos outros, descerrando o coração ao sol da boa vontade infatigável e incessante, e o Espírito da Verdade nos tomará na Terra por instrumentos úteis na edificação do Reino de Deus.


Emmanuel





(1) “Naître, mourir, renaître encore et progresser sans cesse telle est la loi.” — Epitáfio insculpido no bordo frontal da pedra que encima o dólmen construído sobre o túmulo de Allan Kardec no Cemitério do Père-Lachaise, para o qual foram transladados seus despojos. 



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18 - Melhorar sempre




Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18


Melhorar sempre


“Por isso também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem suas almas ao fiel Criador, na prática do bem.” — PEDRO (1 Pedro, 4.19)


Justo lembrar que a Providência Divina nos endereça todos à paz e à felicidade, ao aperfeiçoamento e à vitória.

Entretanto, quantas vezes e quantos de nós, a meio caminho para o triunfo, nos motivamos para a frustração e marginalizamo-nos por tempo indeterminado em desânimo e pessimismo?

Prendemo-nos ao lado negativo de contratempos salvadores e costumamos dizer:

— Nada posso.

— Tudo é contra mim.

— Só vejo trevas.

— Sou um caso perdido.

— Moro no azar.

— Sou sempre infeliz.

— A vida é uma carga insuportável.

Na fieira de semelhantes condenações, esquecemo-nos de que cada qual de nós tem o seu mundo próprio, e, se induzimos o nosso próprio mundo ao fracasso, quem nos livrará do fracasso, se somos todos criaturas de Deus com a faculdade de criar os nossos próprios destinos?

Consideremos isso, selecionando expressões e afirmações compatíveis com a nossa condição de Espíritos imortais, ante as Leis do Universo.

Uma frase estabelece determinada disposição.

Determinada disposição produz certa atividade específica.

Certa atividade específica gera circunstâncias.

E circunstâncias constroem a vida.

Em todos os lances da existência, procuremos palavras de esperança e fé, alegria e bênção para usá-las a benefício próprio, de vez que, ainda mesmo nos últimos degraus do sofrimento, dispomos nós todos, com o amparo de Deus, do privilégio de renovar e da felicidade de servir.


Emmanuel









sábado, 4 de julho de 2020

Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Pensamentos



Emmanuel - Livro Fonte de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Pensamentos


Se sabemos que o Senhor habita em nós, aperfeiçoemos a nossa vida, a fim de manifestá-lo.  

O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz. 

Juventude não é um estado do corpo. Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de lastimáveis ruínas. 

Beleza física, poder temporário, propriedades passageiras e fortuna amoedada podem ser simples atributos da máscara humana, que o tempo transforma infatigável.  

Para que nos elevemos, com todos os elementos de nossa órbita, não conhecemos outro recurso além da oração, que pede luz, amor e verdade.  

Sabemos que a retorta não sublima o caráter e que a discussão filosófica nada tem a ver com a caridade e com a justiça.  


Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 21 de dezembro de 2019

Emmanuel - Livro Ainda Hoje/Fonte de Paz - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Cap. 82/22 - O Natal do Cristo





Emmanuel - Livro Ainda Hoje/Fonte de Paz - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Cap. 82/22


O Natal do Cristo




A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus à frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.

Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.

A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade. 

Não mais o estábulo simples, mas o nosso próprio Espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz… 

Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico. 

Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal. 

É o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou. 

É a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias. 

É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”. 

Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida. 

O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo. 

Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia. 

Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal. 

O primeiro renova a alegria. O segundo reforma a responsabilidade. 

Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor. 

Não nos esqueçamos. Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós. 


Emmanuel


Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano