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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Espírito Camilo - Livro Memórias de um Suicida - Revisão Léon Denis / Yvone A. Pereira - Cap. 16 - A mansão da esperança



Espírito Camilo - Livro Memórias de um suicida - Revisão Léon Denis / Yvone A. Pereira - Cap. 16 


A mansão da esperança


Quando o Senhor pregava sua formosa Doutrina de Amor, quadros explicativos, de maravilhosa precisão e encanto inexprimível, surgiam inesperadamente à visão do ouvinte de boa-vontade, elucidando-o de forma inconfundível, por imprimirem nos arcanos do ser de cada um a exemplificação que nunca mais seria olvidada!

Que era por isso que, falando, conseguia o grande Enviado conter, em serenidade inalterável, multidões famintas, por longas horas, dominar turbas rebeldes, arrebatar ouvintes, convencer corações que, ou se prostravam à sua passagem, receosos e aturdidos, ou à Sua Doutrina para sempre se prendiam, encantados e fiéis.

Os ímpios, porém, cujas mentes viciadas permaneciam desafinadas com as vibrações divinas, nada percebiam, ouvindo apenas relatos cuja excelsitude não eram capazes de alcançar, uma vez que traziam as almas impregnadas do vírus letal da má-vontade!

Um desses quadros, certamente o mais belo de quantos o Mestre amado criou para instruir suas ovelhas desgarradas, porque aquele mesmo que o retratava em sua glória de Unigênito do Altíssimo, bastou para que Saulo de Tarso se transformasse em esteio ardente da Doutrina Redentora com que honrara o mundo!


Espírito Camilo Cândido Botelho





Fonte: Memórias de um Suicida 


ÁUDIO:

Yvonne do Amaral Pereira : Memórias de um Suicida
Paz e Amor

Radionovela




Radionovela Memórias de um Suicida. A produção da obra é uma iniciativa do jornalista, radialista e compositor José de Paiva Netto.

Nesta lição de arrependimento e renovação, o Espírito Camilo Cândido Botelho (pseudônimo) narra os horrores que acontecem com as vidas interrompidas antes do tempo. É um testemunho de quem descobriu, depois do suicídio, que a morte não acaba com a vida.

Ao ficar cego, no fim do século 19, depois de sofrer vários conflitos conjugais e familiares e a decadência financeira, Camilo Cândido Botelho (pseudônimo) suicidou-se aos 65 anos de idade acreditando que a "morte seria o fim" de seu sofrimento. Mas, como na Profecia de Jesus, a morte não o aceitou e Camilo (Espírito), mais vivo do que antes, apesar do suicídio, viu seus dramas multiplicados dolorosamente por mais de 50 anos de padecimentos e remorsos jamais experimentados por ele na Terra.

Essa será a primeira vez que esta superprodução radiofônica, adaptada do livro de mesmo nome psicografado pela médium Yvonne do Amaral Pereira, será exibida na Super Rede Boa Vontade de Comunicação. A direção é da consagrada atriz Arlete Montenegro e reúne os melhores atores e dubladores do Brasil. Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Rádio, Arlete reforçou a importância de valorizar a vida, tema proposto pela radionovela. "É maravilhosa a história e verdadeira. Um dia ela vai proporcionar muito alívio para muita gente que está pensando ou já pensou em suicídio, porque a pessoa descobre que não existe morte e que o suicídio é o pior erro que ele pode cometer, é um erro contra o próprio Pai que nos criou, e está destruindo o que ele ganhou, que é a vida. É maravilhoso o público se inteirar, tomar consciência dessa realidade. A gente sabe de pessoa que ao ouvirem a novela desistem de se suicidar. Então, é um trabalho magnífico esse que a novela proporciona para a humanidade".

Sucesso na década de 1960, as radionovelas revolucionaram o rádio brasileiro, sendo palco para grandes artistas mostrarem seus talentos. Sobre a importância de continuar produzindo esse tipo de conteúdo para o ouvinte, a atriz enfatizou: "A única pessoa que tem coragem de gravar novelas é o Paiva Netto. É uma pena porque todos deviam fazer, todas as emissoras. É uma maravilhoso o trabalho que ele faz. E a gente fazer parte disso (nossa!), é uma honra; é onde a gente realiza o nosso verdadeiro trabalho de ator, que é transformar as pessoas".


Confira os bastidores das gravações da radionovela Memórias de um Suicida com a participação de renomados dubladores de grandes produções nacionais e internacionais:





segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Espírito Camilo - Livro Cintilação das Estrelas - José Raul Teixeira - As três revelações da lei Divina





Moisés, Jesus e Allan Kardec



Na literatura espírita encontramos diversas referências às denominadas “Três Revelações”, sendo que no livro “Cintilação das Estrelas”, o Espírito Camilo, através da mediunidade de José Raul Teixeira, mostra-nos a perfeita integração que há entre os dez mandamentos, o evangelho de Jesus e o Espiritismo.

A princípio, Camilo nos aponta que em tudo há um planejamento divino, um controle superior, de forma que Deus jamais age de improviso e sempre está presente, inspirando a criatura humana para sua plenitude espiritual, etapa a etapa, sem pressa, como, por exemplo, ao permitir a reencarnação de Espíritos evoluídos, que nos trazem elevados conceitos e posturas nobres.

A divindade, respeitando e entendendo os nossos limites, organizou a vinda das três revelações de forma notável, havendo um encadeamento lógico na cronologia temporal.

À época de Moisés éramos “crianças espirituais”, necessitando mais de limites em nossas condutas levianas e irresponsáveis, de tal sorte o que o citado líder hebreu, guiando um povo indisciplinado, tenta imprimir “as nuanças do respeito ao semelhante e da fidelidade ao Único Senhor”.

Por essa razão, Moisés, no Monte Sinai, entra em sintonia com os Embaixadores do Cristo, e nos traz o Decálogo, que, segundo Camilo, “constituiu-se em bússola segura e em freio, impondo normativas de acatamento e moderação”, tornando-se, assim, “a grande carta que traz notícias do anseio de Jeová, com relação aos tutelados humanos”.

Dos dez mandamentos do Decálogo, a maioria dos preceitos é em tom negativo – não ter outros deuses, não dizer o nome do Senhor em vão, não matar, não adulterar, não furtar, não dar falso testemunho e não cobiçar – os quais, com exceção dos dois primeiros, estão vinculados à postura do indivíduo com seus semelhantes.

A criança, em seu processo educacional, ouve muito a expressão “não”. “Não faça isso”, “não pode”, “não é permitido”, “não, você vai se machucar”. É uma forma de impressionar e chamar a atenção da criança com vigor.

Enquanto “crianças espirituais” na época de Moisés, precisávamos ouvir o “não”, por isso, o Decálogo, ao estabelecer o princípio de justiça, ensina o que não devemos fazer com o escopo de não dificultarmos o nosso processo evolutivo.

Após séculos, Jesus, a segunda e maior das revelações, encarnou-se no orbe terrestre, advindo, assim, “a juventude espiritual do planeta, em condições de ouvir o que o Doce Nazareno tinha a ensinar”.

Jesus refez variados conceitos e sintetiza o Decálogo em dois mandamentos: o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Na condição de “jovens espirituais”, já tínhamos condições de saber o que fazer. O jovem já não necessita ouvir tantos “não”, está mais carente de informação e diretriz, de forma que é mais comum dizermos: “faça assim”, “assim é o correto”, “pense nisso”, etc.

Jesus, o modelo e guia de nossas vidas, veio nos ensinar o significado profundo do amor, mas não foi apenas um teórico, viveu o amor como ninguém, em regime de plenitude, mostrando o que devemos fazer ao próximo e, ao executarmos, realizar como se tivéssemos fazendo a nós.

Dessa forma, a segunda revelação representa o seguinte ensino: “O que fazer?"

Camilo, ao dar prosseguimento ao seu notável raciocínio, acentua que “passados dezoito séculos nos quais Sua mensagem e Seus Feitos (referindo-se a Jesus) estiveram trancafiados nas masmorras escolásticas, empoeirados em cofres de usura, brilhantes e frios sobre pedras de escuros altares ou adulterados, no verbo interesseiro dos maus obreiros”, renasce, no Ocidente, “a personagem gloriosa de Rivail”.

“Hippolyte Rivail estuda os ensinos de Moisés, dedicado. Penetra a aura evangélica e se emociona com a saga do Cristianismo, sorvendo seu conteúdo a longos haustos. Trava contato com seres que haviam deixado o pouso da matéria, pelo fenômeno da morte. Dialoga com esses imortais e se aprofunda na eloquência dos raciocínios e no sentido real da fé impoluta e refletida. Logra reunir, num só trabalho, o questionamento filosófico, a busca fria da ciência e a lucidez que dirige a crença, ardorosa e racional”.

O Espiritismo é a terceira revelação e, além de repetir as revelações anteriores, ensinou-nos coisas novas (as leis divinas), que nos capacitam a entender o sentido da vida e a causa dos sofrimentos.

Assim sendo, o consolador prometido representa o “Por que fazer?”.

Ao tomarmos contato com as verdades divinas, passamos a entender por que temos que amar (fazer o bem a todos e sem impor condições) e por que devemos evitar o mal, em seus variados espectros (violência, calúnia, indiferença, omissão, egoísmo, vaidade etc.).

Lamentavelmente, muitos de nós ainda nem sequer conseguimos entender e vivenciar o Decálogo, isto é, ainda causamos danos e sofrimento na vida do próximo, porque o cobiçamos ou desejamos seus cônjuges, matamos sua dignidade e esperança, furtamos seus bens ou sua alegria de viver, etc.

Aquele que é capaz de, conscientemente, lesar ao próximo, ainda não tem condições de dimensionar o significado e a abrangência do amor, esse sentimento sublime que nos conduz a Deus.

Há aqueles que são incapazes de fazer o mal, mas também são impotentes para fazer o bem, situando-se numa faixa de neutralidade que os faz estacionar no processo evolutivo.

Para esses (maus e neutros) e para aqueles que já conseguem fazer o bem ao semelhante, ainda que de forma modesta, vem o Espiritismo, racionalizando a nossa fé e ensinando por que devemos amar (é a nossa destinação, é a fatalidade após sermos criados por Deus, por isso, fora da caridade não há salvação) e nos instruir (para que o conhecimento nos liberte das algemas da ignorância), revigorando as energias e a motivação daqueles que, nos dias atuais, pensam em desistir do bem e da paz, ou acomodam-se diante das facilidades da vida moderna.

Por essa razão, Camilo finaliza seu apontamento, afirmando que: “Identificamos, então, a tríade concorde com todos os fundamentos: Moisés, Jesus e o Espírito de Verdade, que teve em Allan Kardec o Seu iluminado Servidor. O amor a Deus, na projeção do amor ao próximo, aí está a grande ensancha de redenção do gênero humano... Na programação celestial não há tricotomia particularista ou distúrbios entre os mensageiros. O que se vê é uma integração perfeita entre revelações e reveladores, cada qual portando sua característica, não obstante, em função de cada época e das suas conquistas gerais”.

Evitemos o mal, a ociosidade e a indiferença. Façamos o bem e sejamos úteis na sociedade em que vivemos, espalhando a mensagem do amor (ser cartas vivas do Evangelho), cientes de que somos filhos de Deus, destinados à perfeição relativa, e cooperadores da construção do mundo de regeneração.

ALESSANDRO VIANA VIEIRA DE PAULA
vianapaula@uol.com.br
Itapetininga, SP (Brasil)


Fonte: O Consolador


VÍDEO:
As três revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo
Expositor: Haroldo Dutra Dias
Canal Deus, Jesus e Caridade




As três revelações da lei Divina - Haroldo Dutra Dias