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segunda-feira, 22 de junho de 2026

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 18 - Justiça na Espiritualidade



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 18


Justiça na Espiritualidade


— Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?

— No mundo espiritual, decerto, a autoridade da Justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo.

Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos.

A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de Espíritos integrados no conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou informações proferidas se atenham à precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

Há delinquentes tanto no Plano terrestre quanto no Plano espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.

É importante anotar, contudo, que quanto mais inferior é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis, e, quanto mais avançados os valores culturais e morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica por si mesmo a sentença punitiva que reconhece indispensável à própria restauração.


André Luiz












terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 14 - Despertamento



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 14


Despertamento


Busquemos, sim, meus amigos, ouvir a palavra daqueles que nos antecederam na ascensão à Vida Superior, mas, antes disso, comuniquemo-nos com os “mortos da Terra”, adensando a assembleia de ouvintes, à frente da mensagem da vida imortal.

Acordemos, com o nosso exemplo e com a nossa fé, os que adormeceram na jornada e guardam o coração rígido ou indiferente.

Levantemos aqueles que transformaram a existência em cemitério de impossibilidade, ante o sofrimento do próximo, os que enregelaram os melhores sentimentos no egoísmo esterilizante; os que converteram os bens do mundo em adornos frios e inúteis, os que transformaram o jardim em que respiram num túmulo florido e os que fizeram da oportunidade de viver auxiliando aos semelhantes um cadafalso de ouro a que se acolhem, receando o alheio infortúnio; porque há mais morte no caminho humano que no próprio sepulcro, para onde vos dirigis, procurando a revelação da verdade.

Estendamos braços vivos e corações ardentes aos nossos irmãos anestesiados no leito da improdutividade suntuosa ou no altar efêmero de fantasiosas prerrogativas.

A Terra espera por nós. Trabalhemos, acordando os nossos irmãos do cotidiano, na renovação substancial de tudo e de todos para o Infinito Bem, porque a própria natureza é luz triunfante e todos somos herdeiros da Vida Universal.


André Luiz 









segunda-feira, 18 de novembro de 2024

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 21 - Tudo é Amor



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 21


Tudo é Amor


Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.

Vida — é o Amor existencial.

Razão — é o Amor que pondera.

Estudo — é o Amor que analisa.

Ciência — é o Amor que investiga.

Filosofia — é o Amor que pensa.

Religião — é o Amor que busca Deus.

Verdade — é o Amor que se eterniza.

Ideal — é o Amor que se eleva.

Fé — é o Amor que se transcende.

Esperança — é o Amor que sonha.

Caridade — é o Amor que auxilia.

Fraternidade — é o Amor que se expande.

Sacrifício — é o Amor que se esforça.

Renúncia — é o Amor que se depura.

Simpatia — é o Amor que sorri.

Altruísmo — é o Amor que se engrandece.

Trabalho — é o Amor que constrói.

Indiferença — é o Amor que se esconde.

Desespero — é o Amor que se desgoverna.

Paixão — é o Amor que se desequilibra.

Ciúme — é o Amor que se desvaira.

Egoísmo — é o Amor que se animaliza.

Orgulho — é o Amor que enlouquece.

Sensualismo — é o Amor que se envenena.

Vaidade — é o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

Tudo é Amor.

Não deixes de amar nobremente.

Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “Como?”


André Luiz











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 2 - Libertemo-nos



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 2


Libertemo-nos


O homem, na essência, é um Espírito imortal, usando a vestimenta transitória da vida física.

A existência regular no corpo terrestre é uma série de alguns milhares de dias — átomos de tempo na Imortalidade — concedidos à criatura para o aprendizado de elevação.

A Crosta do Mundo é o campo benemérito, onde cada um de nós realiza a sementeira do próprio destino.

A ciência é o serviço do raciocínio, erguendo a escola do conhecimento.

A filosofia é o sistema de indagação que auxilia a pensar.

A religião, porém, é a bússola brilhante, indicando, desde a Terra, o caminho da ascensão.

Todos nós somos herdeiros da Sabedoria Infinita e do Amor Universal.

Entretanto, sem o arado do trabalho, com que possamos adquirir os valores inalienáveis da experiência, prosseguiremos colados ao seio maternal do planeta, na condição de lesmas pensantes.

Não repouses à frente do dia rápido.

Abre os ouvidos à sinfonia do bem, que se derrama em toda parte.

Abre os olhos à contemplação da verdade que regenera e edifica.

Abre a mente aos ideais superiores que refundem a existência.

Abre os braços ao serviço salutar.

Descerra o verbo à exaltação da bondade e da luz.

Abre as mãos à fraternidade, auxiliando ao próximo.

Abre, sobretudo, o coração ao amor que nos redime, convertendo-nos fielmente em companheiros do Amigo Sublime das Criaturas, que partiu do mundo, de braços abertos na cruz, oferecendo-se à Humanidade inteira.

Cada inteligência tocada pela claridade religiosa, nas variadas organizações da fé viva, é uma estrela que ilumina os remanescentes da ignorância e do egoísmo, no caminho terrestre.

Liberta-te e sobe à luz do píncaro, a fim de iluminares a marcha daqueles mais necessitados que tu mesmo, na jornada de aperfeiçoamento e libertação.


André Luiz












sexta-feira, 1 de novembro de 2024

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 5 - Mais um pouco



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 5


Mais um pouco


Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.

Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.

Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.

Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.

Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.

Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.

Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

Em qualquer dificuldade ou impedimento; não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.

O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.


André Luiz










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 26 de julho de 2024

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 1 - Brilhe vossa luz




André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 1


Brilhe vossa luz


Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida…

Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida. Viajores partem, viajores tornam.

Como é difícil atingir o porto de renovação! Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!…

Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida. 

Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios,

não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade,

não era legislador e iluminou os códigos do mundo,

não era filósofo e resolveu os enigmas da alma,

não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia,

não era teólogo e revelou a fé viva,

não era sacerdote e fez o sermão inesquecível,

não era diplomata e trouxe a fórmula da paz,

não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito,

não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva,

não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana,

não era cientista e foi o sábio dos sábios,

não era escritor e deixou ao planeta o maior dos livros,

não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira,

não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis,

não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras,

não era guerreiro e continua conquistando as almas há quase vinte séculos,

não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior,

não era físico e edificou o equilíbrio da Terra,

não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano,

não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança…

Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.

Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!

Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago, dentro da noite espessa.

“Brilhe a vossa luz”, disse o Mestre Inesquecível. Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.

Não importa seja essa lâmpada pequena. A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.

É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.


André Luiz













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 19 - O Bem-aventurado



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 19

O Bem-aventurado


Na paisagem invadida de sombras, a multidão sofria e lutava por encontrar uma porta libertadora.

Na movimentação dos infelizes, surgiam conflitos e padecimentos, incompreensões e entraves que somente serviam para acentuar a penúria e o medo, as aflições e as feridas reinantes no caminho.

Alguns beneméritos apareceram com o objetivo de solucionar o enigma da região.

Culto orientador intelectual elevou-se à grande tribuna, envolvida igualmente de trevas, e procurou instruir e consolar a compacta fileira de sofredores, conquistando o respeito geral; contudo, nem todos lhe compreenderam as palavras e áridas discussões se fizeram no vale da espessa neblina.

Veio um grande benfeitor e, compadecido, distribuiu vasta provisão de alimento e agasalho aos famintos e aos nus, merecendo o aplauso de muitos; entretanto, achava-se limitado às possibilidades individuais e não pode atender a todos, perseverando o império da dor no círculo popular.

Surgiu um médico e dispôs-se a curar os corpos doentes e amparou a comunidade, quanto lhe foi possível, recebendo expressivo reconhecimento público; mas não conseguiu satisfazer a exigência total do extenso domínio de sombras, mantendo-se o vale na antiga situação de expectativa e discórdia.

Apareceu um filósofo e aconselhou regras especiais de meditação, atraindo o carinho e a gratidão dos pesquisadores intelectualizados; no entanto, era incapaz de resolver todos os problemas e a paisagem prosseguiu dolorosa e escura.

Mas, surgiu um homem de boa vontade que, depois de recolher bênçãos e valores, no serviço aos semelhantes, acendeu uma luz no próprio coração.

Maravilhoso milagre surpreendeu o vale inteiro. Nem mais contendas, nem mais reclamações.

Precipitou-se a multidão para a claridade daquele que soubera transformar-se em lâmpada viva e brilhante, descortinando a estrada libertadora.

Tal benfeitor correspondia à exigência de todos e solucionara o problema geral.

E, por bem-aventurado, avançou para a frente, com o poder de guiar e auxiliar, por haver improvisado em si mesmo o poder silencioso de amar e servir.

Não duvidemos, em nossas dificuldades, de aprender e ensinar, recebendo as luzes do Alto e distribuindo-as no grande vale da luta humana.

Todos os títulos de fraternidade e benemerência são veneráveis, mas, o coração que se une ao Cristo e se converte em luz para todos os companheiros da romagem terrestre é, sem contestação, o autor feliz da caridade maior.


André Luiz











sábado, 10 de setembro de 2022

Emmanuel - Livro Apostilas da Vida - André Luiz / Chico Xavier - Cap. 11 - Comecemos de nós mesmos



Emmanuel - Livro Apostilas da Vida - André Luiz / Chico Xavier - Cap. 11


Comecemos de nós mesmos


Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo, ao bem quanto possuem.

Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.

Propaga a fé, suportando os reveses de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observa, crescerá em otimismo e confiança.

Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e amparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.

Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.

Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.

As boas obras começam de nós mesmos.

Educaremos, educando-nos.

Não faremos a renovação da paisagem de nossa vida, sem renovar-nos.

Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam.

Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o autoaprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo.

A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente.

Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição.


Emmanuel










[1] Além do prefácio, essa é a única mensagem de Emmanuel nesse livro de autoria exclusiva de André Luiz.

Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 13 de fevereiro de 2022

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 2 - Libertemo-nos




André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 2


Libertemo-nos


O homem, na essência, é um Espírito imortal, usando a vestimenta transitória da vida física.

A existência regular no corpo terrestre é uma série de alguns milhares de dias — átomos de tempo na Imortalidade — concedidos à criatura para o aprendizado de elevação.

A Crosta do Mundo é o campo benemérito, onde cada um de nós realiza a sementeira do próprio destino.

A ciência é o serviço do raciocínio, erguendo a escola do conhecimento.

A filosofia é o sistema de indagação que auxilia a pensar.

A religião, porém, é a bússola brilhante, indicando, desde a Terra, o caminho da ascensão.

Todos nós somos herdeiros da Sabedoria Infinita e do Amor Universal.

Entretanto, sem o arado do trabalho, com que possamos adquirir os valores inalienáveis da experiência, prosseguiremos colados ao seio maternal do planeta, na condição de lesmas pensantes.

Não repouses à frente do dia rápido.

Abre os ouvidos à sinfonia do bem, que se derrama em toda parte.

Abre os olhos à contemplação da verdade que regenera e edifica.

Abre a mente aos ideais superiores que refundem a existência.

Abre os braços ao serviço salutar.

Descerra o verbo à exaltação da bondade e da luz.

Abre as mãos à fraternidade, auxiliando ao próximo.

Abre, sobretudo, o coração ao amor que nos redime, convertendo-nos fielmente em companheiros do Amigo Sublime das Criaturas, que partiu do mundo, de braços abertos na cruz, oferecendo-se à Humanidade inteira.

Cada inteligência tocada pela claridade religiosa, nas variadas organizações da fé viva, é uma estrela que ilumina os remanescentes da ignorância e do egoísmo, no caminho terrestre.

Liberta-te e sobe à luz do píncaro, a fim de iluminares a marcha daqueles mais necessitados que tu mesmo, na jornada de aperfeiçoamento e libertação.


André Luiz









quarta-feira, 8 de setembro de 2021

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 7 - Profilaxia




André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 7


Profilaxia


Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.

Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.

Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia nas almas frágeis e enfermiças.

Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.

O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.

Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.


André Luiz







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 10 - No caminho comum




André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 10


No caminho comum


Diz o Egoísmo — exijo.
Diz o Evangelho — cooperarei.

Clama o Egoísmo — eu tenho e posso.
Clama o Evangelho — o Senhor lembrar-se-á de nós com a sua Bênção.

Pede o Egoísmo — entende-me.
Pede o Evangelho — deixa-me auxiliar.

Grita o Egoísmo — sou amado.
Afirma o Evangelho — amo.

Diz o Egoísmo — nunca mais.
Diz o Evangelho — servirei ao bem, sem descanso.

Assevera o Egoísmo — não suportarei.
Assevera o Evangelho — o Céu dar-me-á resistência.

Clama o Egoísmo — jamais perdoarei.
Clama o Evangelho — desconheço o mal.

Diz o Egoísmo — tudo é meu.
Diz o Evangelho — tudo é nosso.

O Egoísmo reclama.
O Evangelho sacrifica-se.

O Egoísmo absorve.
O Evangelho se espalha em doações.

O Egoísmo recolhe para si.
O Evangelho semeia com amor, a benefício de todos.

O Egoísmo precipita-se.
O Evangelho espera.

O Egoísmo toma posse.
O Evangelho auxilia.

O Egoísmo proclama: — eu.
O Evangelho apregoa: — nós.

É fácil conhecer a nossa posição dentro da vida.

Pelas nossas próprias atitudes, no caminho comum, nas relações habituais de uns para com os outros sabemos, em verdade, se ainda estamos na noite do personalismo delinquente ou se já estamos atingindo a alvorada renovadora com o inolvidável Mestre da Cruz.


André Luiz








quinta-feira, 10 de setembro de 2020

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 16 - A língua



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 16


A língua


Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada — favorece o juízo.

Leviana — descortina a imprudência.

Alegre — espalha otimismo.

Triste — semeia desânimo.

Generosa — abre caminho à elevação.

Maledicente — cava despenhadeiros.

Gentil — provoca o reconhecimento.

Atrevida — atrai o ressentimento.

Serena — produz calma.

Fervorosa — impõe a confiança.

Descrente — invoca a frieza.

Bondosa — auxilia sempre.

Descaridosa — fere sem perceber.

Sábia — ensina.

Ignorante — complica.

Nobre — cria o respeito.

Sarcástica — improvisa o desprezo.

Educada — auxilia a todos.

Inconsciente — gera desequilíbrio.

Por isso mesmo, exortava Jesus: — “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”. (Mateus 7:3)

A língua é a bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra.

Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que nos abre as portas do nosso coração às fontes da vida ou às correntes da perturbação e da morte.


André Luiz






Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 6 de setembro de 2020

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 21 - Tudo é Amor




André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 21


Tudo é Amor


Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.

Vida — é o Amor existencial.

Razão — é o Amor que pondera.

Estudo — é o Amor que analisa.

Ciência — é o Amor que investiga.

Filosofia — é o Amor que pensa.

Religião — é o Amor que busca Deus.

Verdade — é o Amor que se eterniza.

Ideal — é o Amor que se eleva.

Fé — é o Amor que se transcende.

Esperança — é o Amor que sonha.

Caridade — é o Amor que auxilia.

Fraternidade — é o Amor que se expande.

Sacrifício — é o Amor que se esforça.

Renúncia — é o Amor que se depura.

Simpatia — é o Amor que sorri.

Altruísmo — é o Amor que se engrandece.

Trabalho — é o Amor que constrói.

Indiferença — é o Amor que se esconde.

Desespero — é o Amor que se desgoverna.

Paixão — é o Amor que se desequilibra.

Ciúme — é o Amor que se desvaira.

Egoísmo — é o Amor que se animaliza.

Orgulho — é o Amor que enlouquece.

Sensualismo — é o Amor que se envenena.

Vaidade — é o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

Tudo é Amor.

Não deixes de amar nobremente.

Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “Como?”


André Luiz











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 23 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Apostilas da Vida - André Luiz / Chico Xavier - Cap. 11 - Comecemos de nós mesmos



Emmanuel - Livro Apostilas da Vida - André Luiz / Chico Xavier - Cap. 11


Comecemos de nós mesmos


Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo, ao bem quanto possuem.

Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.

Propaga a fé, suportando os reveses de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observa, crescerá em otimismo e confiança.

Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e amparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.

Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.

Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.

As boas obras começam de nós mesmos.

Educaremos, educando-nos.

Não faremos a renovação da paisagem de nossa vida, sem renovar-nos.

Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam.

Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o autoaprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo.

A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente.

Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição.


Emmanuel








[1] Além do prefácio, essa é a única mensagem de Emmanuel nesse livro de autoria exclusiva de André Luiz.

Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 15 de julho de 2020

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 5 - Mais um pouco



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 5


Mais um pouco


Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.

Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.

Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.

Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.

Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.

Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.

Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

Em qualquer dificuldade ou impedimento; não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.

O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.


André Luiz










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano