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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Chico Xavier - Livro Encontros no Tempo - Espíritos Diversos - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 10 - 50 anos de perseverança mediúnica



Chico Xavier - Livro Encontros no Tempo - Espíritos Diversos - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 10


50 anos de perseverança mediúnica


Entrevista concedida ao jornalista Alfredo Neto, da revista Destaque, Uberaba/MG, e publicada no nº 2, de outubro de 1977, sob o título: “50 Anos de Perseverança Mediúnica”.

O problema da morte

— Embora já tenha sido objeto de resposta de sua parte, por ocasião de apresentações suas em programas de televisão, você poderia dizer nesta reportagem, o que você vê na morte e o que ela representa para você, Chico Xavier?

R — A morte, a meu ver é mudança de residência, sem transformação da pessoa, porque a vida continua com tudo aquilo que colocamos dentro de nós; seja o bem, ou seja a ausência do bem, aquilo que nós denominamos o mal. Nós passamos para outra vida, com aquilo que fizemos de nós mesmos.

— E você acha que já está preparado se a morte lhe surpreender subitamente? Nós devemos também nos preparar durante nossa vida terrena para esse momento?

R — Penso que a vida inteira é uma preparação para o fenômeno da morte. Agora, no meu ponto de vista pessoal, eu não me sinto com qualidades para adquirir uma situação de destaque além da morte, sendo que devo praticar o espírito de aceitação. Comparecerei diante da morte, no estado em que for chamado, fazendo o que posso, sem nunca fazer o que devo, porque o que devo fazer é sempre a meta que eu procuro alcançar e da qual eu ainda me sinto muito longe.


Chico Xavier






segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Chico Xavier - Livro Encontros no Tempo - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Emmanuel / Hércio Marcos C. Arantes - Cap. 10 - 50 anos de perseverança mediúnica



Chico Xavier - Livro Encontros no Tempo - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Emmanuel / Hércio Marcos C. Arantes - Cap. 10


50 anos de perseverança mediúnica


O espírito de aceitação

— Existem pessoas que têm acorrido à todos os recursos terrenos e espirituais na espera de uma cura para sua enfermidade, que não tendo resolvido seu problema, acabam chegando à descrença. Mesmo sem fé, muitas vezes ainda procuram você como um recurso. Essas pessoas, podem chegar a receber uma cura?

R — Acredito que, se a pessoa está no merecimento natural da cura, tenha ela fé, ou não tenha fé, a misericórdia divina permite que essa criatura encontre a restauração de suas forças. Isso em qualquer lugar, em qualquer religião, ou em qualquer tempo; agora, os Espíritos nos aconselham um espírito de aceitação. Primeiramente em qualquer caso de doença que possa ocorrer em nós, em nosso mundo orgânico. O espírito de aceitação, torna mais fácil para o médico deste mundo ou para os benfeitores espirituais do outro, atuarem em nosso favor. A nossa aflição ou a nossa inquietação, apenas perturbam os médicos neste mundo e no outro, dificultando a cura. E podemos ainda acrescentar: que muitas vezes temos conosco determinados tipos de moléstias, que nós mesmos pedimos, antes da nossa reencarnação, para que nossos impulsos negativos ou destrutivos sejam treinados. Muitas frustrações que sofremos neste mundo, são pedidas por nós mesmos, para que não venhamos a cair em faltas mais graves do que aquelas que já caímos em outras vidas. Mas, como estamos num regime de esquecimento — como uma pessoa anestesiada para sofrer uma operação —, então nos desmandamos em rebeldia, em aflição desnecessária, exigindo uma cura, que se tivermos, será para a nossa ruína. Não para o nosso benefício.


Chico Xavier


De entrevista concedida ao jornalista Alfredo Neto, da revista Destaque, Uberaba/MG, e publicada no nº 2, de outubro de 1977, sob o título: “50 Anos de Perseverança Mediúnica”.