Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 11
Instrumento divino
“Seja, porém, o vosso falar: sim,
sim; não, não...”
(Mateus, 5:37).
O violino é instrumento delicado, rico de melodias, aguardando execução.
Deixando-o à umidade, perde a ressonância.
Manipulado com rispidez, desafina-se.
Largado ao abandono, sofre a invasão de insetos que o destroem.
Utilizado com brutalidade, arrebenta-se.
Esquecido em temperaturas elevadas, estala e rompe a caixa acústica.
Em mãos inábeis, perde a finalidade e o valor.
Em museu, é peça morta.
Atirado ao lixo, torna-se inutilidade.
No entanto, cuidado, recebendo afinação, conduzido com carinho, reflete as melodias divinas ao contato do arco que lhas arranca, vibrando harmonias incomparáveis que lhe saem das cordas distendidas e equilibradas.
O médium, de certa forma, pode ser comparado ao violino.
Afinado com os dons da vida e colocado em mãos treinadas, acostumadas às músicas divinas, traz, à Terra, as gloriosas mensagens da Imortalidade.
Posto em comunhão com o bem, esparze harmonias que facultam paz e estimulam ao amor.
Estando em ação correta, participa da orquestração da vida, expressando a glória da Criação em concertos de indefiníveis estesias.
Sob a ardência das paixões primitivas, porém, arrebenta os centros de comunicação e perverte a finalidade a que se destina.
Cultivando os instintos primários e dando-lhes expressão, tomba nos depósitos de lixo das obsessões penosas.
Absorvendo a queixa e o pessimismo, perde a afinidade com os instrumentistas superiores.
Relegando-se ao marasmo, desconecta os centros de registro elevado.
Utilizado para o mercantilismo e as frivolidades, se gasta nos prejuízos destruidores.
Compulsado por entidades perversas, morrem-lhe os ideais de enobrecimento, e embrutece-se, caindo depois na alucinação autoaniquiladora.
O violino e o médium têm muita semelhança.
São, em si mesmos, neutros, dependendo de como se deixam utilizar.
O violino, porque não possui razão nem inteligência, depende totalmente do seu possuidor, quanto o médium resulta da conduta moral que imprimir à sua faculdade.
Deixa-te tanger pelas mãos dos artistas espirituais de elevado porte, afim de que possas transmitir as melodias da Vida maior para felicitar as criaturas.
Em qualquer situação, permanece cauteloso, zelando pelos teus equipamentos, de modo a responder em harmonia a todas as emissões dos artistas divinos, como instrumento sintonizado com a sublime orquestra do amor de Nosso Pai.
Joanna de Ângelis
Fonte: Alegria de Viver

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