sábado, 11 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 13 - De ânimo firme



Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 13


De ânimo firme


É possível estejas descobrindo o que não esperavas.

Construções, que supunhas de ouro, acabaram em resíduos de pedra.

Promessas, acalentadas por muitos anos, parecem-te agora rematadas mentiras.

Afetos, julgados invulneráveis, abandonaram-te o passo, quando mais necessitavas de apoio.

Surpreendeste a incompreensão nos companheiros mais nobres e colheste amargos problemas nos próprios filhos que viste crescer, ao calor de teu corpo.

Ruíram aspirações, lembrando preciosos vasos quebrados.

Sonhos desfizeram-se, de improviso, como se ventania arrasadora te devastasse a existência.

Apesar de tudo, porém, renova-te, a cada instante, e caminha incessantemente, arrimando-te à fé viva.

Na Terra ou além da Terra, a soma das lutas que carregamos reúne as parcelas dos compromissos assumidos, junto à bolsa do tempo.

Aflição de hoje, dívida de ontem.

Merecimento de agora, crédito amanhã.

Banha as mais íntimas energias nas torrentes do amor puro que compreende e edifica sempre; veste o arnês do trabalho que aprimora e sublima, e sigamos à frente, honrando a nossa condição de almas eternas.

Nada tendo e tudo possuindo…

Sozinhos e com todos…

Chorando jubilosos e suando contentes…

Atormentados e tranquilos…

Desfalecentes e refeitos…

Dilacerados e felizes…

Batidos e levantados…

Morrendo cada dia para reviver no dia seguinte, em plano superior…

E, atingindo os marcos do túmulo, de partida para a Luz Espiritual, se viveste amando e perdoando, purificando e servindo, encontrarás em ti mesmo a flama da alegria, ressurgindo do sofrimento, como a glória solar renascendo das trevas.


Emmanuel






O Céu e o Inferno — Allan Kardec - 1ª Parte - Capítulo VII - As penas futuras segundo o Espiritismo.

28.º A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão a por si mesmo preparada na vida corpórea. Mais tarde, outra encarnação se lhe faculta para a expiação e a reparação por novas provas, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre arbítrio; e se ele não se corrige, terá sempre uma missão a recomeçar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus vícios e inutilidades, pagá-la-ão mui caro em ulterior existência.

Nesse sentido foi que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V.)






Reunião pública de 3-3-1961.
Tema principal
1ª Parte — Cap. VII — Item 3 — § 28.




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