segunda-feira, 30 de junho de 2025

Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 389 - A obra essencial



Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 389


A obra essencial

Na propaganda espírita, e na extensão do Evangelho, é imperioso atender à tarefa básica que nos cabe cumprir.

Ensinaremos a humildade com frases oportunas e bem-feitas, entretanto, se o orgulho ainda mora conosco, toda a nossa conceituação primorosa é simples ruído ao vento.

Pregaremos o impositivo da fé mobilizando apontamentos dos grandes instrutores, todavia, se não revelamos confiança em Deus e em nós mesmos o próximo necessitado encontrará em nossa intimidade apenas o sermão precioso e vazio.

Encareceremos a obrigação da caridade como exclusivo recurso na sustentação da harmonia entre as criaturas, no entanto, se o egoísmo ainda se oculta na cidadela de nosso Espírito, em vão recorreremos ao socorro da virtude, de vez que a sinceridade não nos clareará o caminho.

Demonstraremos com robusta argumentação o valor do trabalho como fator de progresso, contudo, se confiamos nossa vida à rebeldia e à ociosidade, nossos apelos redundarão em pura inutilidade porque a ferrugem de nossa existência contagiará quem nos ouve, gerando perturbação e indisciplina.

Somos, assim, em toda parte e em todas as situações defrontados por uma obra essencial, a cuja execução não conseguiremos fugir sem dano grave. Essa obra reside no aprimoramento de nossa própria alma.

Somos o problema nevrálgico da salvação terrestre. Sem nossa elevação pessoal, o lar que nos abriga é incapaz de soerguer-se. E sem a reabilitação de nosso templo doméstico estará sempre incompleta a recuperação social que pretendemos efetuar com o Cristo.

Acordemos, desse modo, para as exigências da vida eterna. Construamos em nós a humildade e o amor, a fé e serviço! 

Ao luzeiro do Evangelho a humanidade é a assembleia que nos estuda e examina, esperando-nos o testemunho renovador. 

Peçamos, pois, ao Cristo, a força precisa para a superação de nossas próprias fraquezas, na convicção de que, aperfeiçoando com sinceridade a nós mesmos, diante do mundo, Jesus, pela redenção da humanidade, fará brilhantemente o resto.


Emmanuel









Nota do Editor: Mensagem psicografada por Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo | MG. 28/02/1955. 

domingo, 29 de junho de 2025

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 11 - Operação da paz



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 11


Operação da paz


Estamos a postos.

Façamos a operação aritmética da paz interior, diminuindo as desilusões, somando as bênçãos recebidas do Alto, multiplicando as nossas energias na atividade edificante e dividindo constantemente com os nossos irmãos do caminho os frutos de nossa tranquilidade, em bases de trabalho e entendimento.

Aqui, voltamos ao nosso antigo tema, asseverando:

— Quem trabalha entende e quem entende trabalha.


Batuíra











Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 114 - O quadro-negro



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 114


O quadro-negro


“Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito.” — Jesus. (JOÃO, 16.4)


Referia-se Jesus aos próprios testemunhos, entretanto, podemos igualmente aplicar-lhe os divinos conceitos a nós mesmos, desencarnados e encarnados.

Cada discípulo terá sua hora de revelações do aproveitamento individual.

As escolas primárias não dispensam o habitual quadro-negro, destinado às demonstrações isoladas do aluno.

À frente do professor consciencioso, o aprendiz mostrará quanto lucrou, sem os recursos do plágio afetuoso, entre companheiros.

Sobre a zona escura, o giz claro definirá, fielmente, a posição firme ou insegura do estudante.

E não será isto mesmo o que se repete na escola vasta do mundo? O homem, nas lutas vulgares, poderá socorrer-se, indefinidamente, dos bons amigos. 

O Pai permite semelhantes contatos para que as oportunidades de aprender se lhe tornem irrestritas; no entanto, lá vem “aquela hora” em que a criatura deve tomar o giz alvo e puro das realizações espirituais, colocando-se junto ao quadro-negro das provas edificantes.

Alguns aprendizes fracassam porque não sabem multiplicar os bens, nem dividi-los. Ignoram como subtrair a luz das trevas, somam os conflitos e formam equações de ódio e vingança.

Esquecem-se de que Jesus salientou o amor, por máxima glória, em todas as situações do apostolado evangélico e que, mesmo na cruz, depois de receber os fatores da injúria, da perseguição, da ironia e do desprezo, somou-os na tábua do coração, extraindo a divina equação de serenidade, entendimento e perdão.

Oh! Vós, que ides ao quadro-negro das atividades terrestres, abandonai o giz escuro da desesperação! Escrevei em caracteres de luz o que aprendestes do Mestre Divino! Revelai o próprio valor! Lembrai-vos que instrutores benevolentes e sábios vos inspiram as mãos! Abençoai o quadro-negro que vos pede o giz de suor e lágrimas, porque junto dele podereis conquistar o curso maior!…


Emmanuel










Emmanuel - Livro Mentores e Seareiros - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Acréscimo



Emmanuel - Livro Mentores e Seareiros - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Acréscimo


“Porque ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância…” (Mateus 13:12)


O ensinamento do Cristo — e aquele que mais possuir mais lhe será acrescentado — indubitavelmente é a enunciação de uma das leis mais simples que nos regem a existência.

O princípio da reciprocidade vibra em todos os acontecimentos e em todas as coisas.

Tudo tende a crescer, depois de começado.

Pensai no Bem, materializando-o em vossa estrada e os patrimônios do Bem crescerão em vosso caminho.

Procurai o direito, cada dia, e a justiça vos coroará a existência.

Desenvolvei os vossos cabedais de simpatia e gradativamente o barco de vossas experiências navegará sobre o admirável rio da solidariedade.

Colaborai de boa vontade e a cooperação de muitos ou de todos virá em vosso auxílio.

Buscai o aprendizado e o tesouro da sabedoria vos enriquecerá de cultura e felicidade.

Mas, também, se acreditardes na doença os males do vosso corpo se dilatarão indefinidamente.

Se vos detiverdes no mal, não conseguireis enxergar o Bem.

Se vos internardes pelo terreno baldio da queixa, em breve, vos achareis mergulhados no charco de compridas lamentações.

Se apenas contemplardes os maus homens, depressa convivereis com os piores exemplares da espécie humana.

Se a dúvida é a vossa atitude de cada dia, rapidamente alcançareis a noite fria da negação.

Se vos confiardes ao mal, sem perda de tempo, o mal vos dominará.

Tudo seguirá amanhã como iniciamos hoje.

A vida nos responde segundo os nossos desejos.

Qualquer realização será levada a efeito conforme pensamos.

Acautelemo-nos, portanto, com a nossa imaginação e com os nossos propósitos, porque, de conformidade com o nosso “agora”, seremos acrescentados “depois”.


Emmanuel












terça-feira, 24 de junho de 2025

Joanna de Ângelis - Livro Entrega-te a Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - As bençãos de Deus



Joanna de Ângelis - Livro Entrega-te a Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 1


As bençãos de Deus


Narra uma antiga história popular que um modesto trabalhador braçal encontrava-se no seu trato de terra lavrando-o, em um amanhecer de beleza arrebatadora, quando se lhe acercou um indivíduo citadino muito bem vestido, materialista confesso, que, impossibilitado de conter a emoção e a arrogância diante do festival de cor, som e magia que a natureza lhe apresentava, perguntou-lhe:

— Camponês, tu crês em Deus?

— Sim, senhor, eu creio em Deus! – respondeu-lhe o homem simples.

— Então, nesta manhã maravilhosa, mostra-me um lugar onde Deus se encontra – e sorriu, sarcástico.

O homem humilde olhou em volta, enquanto se apoiava ao cabo da enxada, e depois, com naturalidade, respondeu:

— Senhor, eu não sou capaz de mostrar um lugar onde Deus se encontra nesta paisagem iluminada. No entanto, eu peço ao senhor para mostrar-me um lugar onde Deus não está.

Tomado de espanto, o soberbo afastou-se desconsertado.

Deus se encontra em toda parte, onde quer que se apresente a Sua obra.

Desde a sinfonia galática, nos espaços ininitos, até o acelerado ritmo das micropartículas em suas órbitas.

Quando os geneticistas conseguiram realizar o milagre da decodiicação do genoma humano, surpreenderam-se com os bilhões de informações contidas em cada DNA, narrando toda a sua história do passado e guardando as marcas dos acontecimentos orgânicos para o futuro…

Até este momento, por mais aprofundem as relexões e pesquisas, ainda não conseguiram detectar os fatores que levam alguns genes a mutações que irão responder por diversos processos degenerativos no organismo, e por que numa sequência familiar mantendo o padrão em determinado grupo, logo, subitamente, sem causa lógica, rompe a cadeia e apresenta uma signiicativa alteração… De igual maneira, é perturbadora a formação das novas galáxias assim como o desaparecimento de outras nos buracos negros…

Por mais penetre a investigação científíca e tecnológica nos milagres da vida, mais lhes constata a anterioridade, a harmonia, a grandiosidade.

Nas tentativas de interpretar o cosmo, têm sido elaboradas teses contínuas, algumas frutos dos resultados adquiridos com os instrumentos de pesquisa, especialmente depois dos estudos geométricos de Kepler, no im do século xvi, a respeito da localização dos planetas em volta do Sol, que abriram as perspectivas para melhor entender-se a Criação.

Da mesma forma, desde o modesto telescópio construído por Galileu até o avançado Hubble, novas informações são registradas a cada momento, dando lugar às variadas teorias como as dos universos paralelos, das supercordas, da uniicação, da inal ou de tudo e, mais recente, da desordem ou do caos…

… E enquanto as mentes mais audaciosas analisam a ocorrência do big bang, especialmente nos seus três primeiros minutos, não poucos tentam impor a ideia da autocriação dispensando a presença de Deus, conforme ocorreu com Laplace ao ser interrogado pelo imperador Napoleão Bonaparte, quando, após ler o seu livro, encontrando-o no palácio do Louvre, informou-o que não havia encontrado nenhuma referência a Deus na sua obra:

— Não necessitei dessa hipótese, senhor! – respondendo com sarcasmo, como se ele houvesse elaborado todas as respostas para explicar a Criação.

E, nada obstante, encontra-se hoje quase que totalmente superada, apesar da presunção do seu autor.

Tudo são bênçãos em a natureza.

O Espírito imortal, na sua saga formosa de desenvolvimento dos tesouros inabordáveis que lhe jazem em germe, etapa após etapa acumula experiências e conhecimentos que o levam a louvar, a agradecer e a pedir a Deus ajuda para melhor integrar-se na harmonia da Criação.

Penetrando, pouco a pouco, a sua sonda perquiridora do raciocínio no organismo da vida exuberante, vai encontrando as respostas que o engrandecem e lhe facilitam o entendimento em torno dos objetivos essenciais da pequena existência terrena, ambicionando a grandeza estelar.

Observa a ordem em todas as coisas e o equilíbrio das leis universais e morais, sentindo-se compelido a contínuas alterações de entendimento, conforme os resultados obtidos no seu empenho de crescimento intelecto-moral.

É perfeitamente natural que, em cada época, conforme o desenvolvimento dos valores intelectivos, o ser humano, em sua ânsia de decifrar as incógnitas que encontrava em toda a parte, procurasse entender Deus e submetê-Lo ao crivo da sua dimensão ridícula.

O esforço redundou nas conceituações primárias em torno do Criador, limitando-O à sua capacidade de compreensão, estabelecendo normas que O diminuíssem aos limites das condições pre cárias da razão em desenvolvimento, facultando o surgimento dos deuses, como verdadeiros inevitáveis arquétipos deluentes do seu avanço pela escala evolutiva.

Do Deus bárbaro e vingativo, imprevidente e humanoide, lentamente passou com Jesus Cristo à condição de Sublime Pai, num conceito afetuoso e ainda humano, porém compatível com a humana capacidade de vivenciá-Lo no seu dia a dia.

Com o advento da ciência, com o desdobramento da filosofia rompendo as barreiras do passado e facultando a libertação de conceitos que foram deixados porque portadores de rebeldia e de pessimismo, nova compreensão da Sua magnitude tomou lugar na esfera das relexões e o materialismo surgiu como sendo a fórmula mágica para tranquilizar as mentes incapazes de penetrar nas abstratas concepções em torno Dele.

Na atualidade, ainda vestido de mitos e de absurdos, dominado por paixões nacionais e políticas, crendices e ritualismos, permanece vitorioso em cultos externos que não resistem às profundas análises da lógica nem da razão, servindo de ópio para as massas, que o autoritarismo religioso de algumas doutrinas ortodoxas ou ingênuas ainda submetem.

Essa Inteligência criadora que precede ao big bang permanecerá por tempo indeterminado não entendida em todos os seus aspectos, pois que, se o fosse, já não seria a Causalidade, cedendo seu lugar ao ainda mesquinho ser humano que ensaia os seus primeiros passos na compreensão da sua própria realidade.

Vivendo mais por automatismo e acreditando por condicionamentos como bem viver e melhor ser feliz, o ser humano em evolução não dispõe da capacidade de abarcar a Natureza da natureza, somente para satisfazer a sua ambição intelectual.

Desse modo, mesmo quando não entende Deus, sente a Realidade em tudo e percebe-se mergulhado nesse Oceano de harmonia que o comove e não lhe permite estabelecer se Deus está nele ou se apenas é…

Quando alguém perguntou ao eminente cientista Jung se ele acreditava em Deus, ele teria respondido com simplicidade:

— Eu não acredito. Eu sei…

Saber é para sempre enquanto crer é transitório.

As bênçãos de Deus inclusive se encontram na capacidade fantástica de o ser humano poder pensar, entender e aprofundar relexões, conseguindo conquistar a gloriosa oportunidade de saber e transformar em utilidade pelos instrumentos de que se utiliza para penetrar no macro e no microcosmo, mas acima de tudo no Psiquismo gerador do universo e da vida.

Vive de tal forma que te encontres perfeitamente em sintonia com as bênçãos de Deus onde te encontres e diante do que faças, até poderes afirmar um dia, conforme Jesus elucidou:

— Eu e o Pai somos um…


Joanna de Ângelis












Emmanuel - Livro Alma e Luz - Chico Xavier - Cap. 10 - Na arena da evolução



Emmanuel - Livro Alma e Luz - Chico Xavier - Cap. 10


Na arena da evolução


Sob a infecção mental do pessimismo, afirma-te, por vezes, irremediavelmente cansado, à frente da luta e proclamas, tanta vez, em desânimo e desespero,

que a Terra se converteu em charco de podridão;

que a sociedade é um jogo de máscaras;

que a honestidade foi banida do mundo;

que os maus tripudiam, impunes, sobre o amor dos bons;

que a crueldade é a norma da vida;

que cataclismos diversos tombarão no horizonte, incendiando a atmosfera de que os homens se nutrem e dizes desalentado

que te apartaste da confiança,

que perdeste a fé;

que não tornarás ao prazer de servir;

que não estenderás o coração ao culto do amor

e que te retirarás da arena qual soldado rebelde, fugindo à própria luta.

Entretanto, ao contrário de tua assertiva, a Eterna Providência não descrê de nossa alma e renova-nos, cada dia, a oportunidade de crescimento e sublimação.

Cada manhã, volves ao corpo que te suporta a intemperança e recebes a bênção do sol que te convida ao trabalho, a palavra do amigo que te induz à esperança, o apoio constante da Natureza, o reencontro com os desafetos para que aprendas a convertê-los em laços de beleza e harmonia, e, sobretudo, a graça de lutar, por teu próprio aprimoramento, a fim de que o tempo te erga à vitória do Bem.

Não te rendas, portanto, ao derrotismo e à dúvida que te lançam na sombra, porque, além do tormento a que o homem se atira, teimoso e imprevidente, Deus permanece em paz, acendendo as estrelas e unindo as gotas d’água para que todos nós possamos elevar-nos dos abismos da treva para os Cimos da Luz.


Emmanuel













Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 103 - Cruz e disciplina



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 103


Cruz e disciplina

 
“E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.” — (MARCOS, 15.21)


Muitos estudiosos do Cristianismo combatem as recordações da cruz, alegando que as reminiscências do Calvário constituem indébita cultura de sofrimento.

Asseveram negativa a lembrança do Mestre, nas horas da crucificação, entre malfeitores vulgares. Somos, porém, daqueles que preferem encarar todos os dias do Cristo por gloriosas jornadas e todos os seus minutos por divinas parcelas de seu ministério sagrado, ante as necessidades da alma humana.

Cada hora da presença dele, entre as criaturas, reveste-se de beleza particular e o instante do madeiro afrontoso está repleto de majestade simbólica.

Vários discípulos tecem comentários extensos, em derredor da cruz do Senhor, e costumam examinar com particularidades teóricas os madeiros imaginários que trazem consigo.

Entretanto, somente haverá tomado a cruz de redenção que lhe compete aquele que já alcançou o poder de negar a si mesmo, de modo a seguir nos passos do Divino Mestre.

Muita gente confunde disciplina com iluminação espiritual. Apenas depois de havermos concordado com o jugo suave de Jesus-Cristo, podemos alçar aos ombros a cruz que nos dotará de asas espirituais para a vida eterna.

Contra os argumentos, quase sempre ociosos, dos que ainda não compreenderam a sublimidade da cruz, vejamos o exemplo do Cireneu, nos momentos culminantes do Salvador. 

A cruz do Cristo foi a mais bela do mundo, no entanto, o homem que o ajuda não o faz por vontade própria, e, sim, atendendo a requisição irresistível. E, ainda hoje, a maioria dos homens aceita as obrigações inerentes ao próprio dever, porque a isso é constrangida.


Emmanuel













Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 97 - A palavra da Cruz



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 97


A palavra da Cruz

 
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus.” — Paulo. (1 CORÍNTIOS, 1.18)

A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos.

Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio desagradável e incompreensível.

No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos de negação superficialmente absoluta.

O abandono completo dos mais amados.

A sede angustiosa.

Capitulação irremediável.

Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.

Sarcasmo e ridículo entre ladrões.

Derrota sem defensiva.

Morte infamante.

Mas o Cristo usa o fracasso aparente para ensinar o caminho da Ressurreição Eterna, demonstrando que o “eu” nunca se dirigirá para Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio.

Ainda hoje, a linguagem da cruz é loucura para os que permanecem interminavelmente no círculo de reencarnações de baixo teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-se com a morte, exterminando as mais belas florações do sentimento. 

Dominam a muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obcecantes em que sucumbem, vezes sem conto, à maneira da aranha encarcerada nas próprias teias.

Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne e ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que temos sido salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora, estamos informados de que, nos supremos testemunhos, segue o discípulo para o Mestre, quanto o Mestre subiu para o Pai, na glória oculta da crucificação.


Emmanuel










segunda-feira, 9 de junho de 2025

Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 11 - Força do hábito




Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 11


Força do hábito


Quanto possível, procura acostumar-te ao bem.

Pensa e fala no bem.

Age, fazendo o bem, tanto quanto puderes.

Um dia, compreenderás que a pessoa, seja ela quem for, somente crê e tão só admite aquilo que cultiva no próprio coração.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 48 - Hora difícil



Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 48


Hora difícil


Os amigos espirituais auxiliam aos companheiros encarnados na Terra, em toda parte e sempre; sobretudo, com alicerces na inspiração e no concurso indireto. 

Serviço no bem do próximo, todavia, será para todos eles o veículo essencial. Contato fraterno por tomada de ligação.

Suportarás determinadas tarefas sacrificiais com paciência e, através daqueles que se te beneficiam do esforço, os Mensageiros da Vida Superior te estenderão apoio imprevisto.

Darás tua contribuição no trabalho espontâneo, em campanhas diversas, a favor dos necessitados, e, pelos irmãos que te cercam, oferecer-te-ão esperança e alegria.

Visitarás o doente e, utilizando o próprio doente, renovar-te-ão as ideias.

Socorrerás os menos felizes, e, por intermédio daqueles que se lhes vinculam à provação e à existência, dar-te-ão bondade e simpatia.

Ajudarás a criança desprotegida e, mobilizando quantos se lhe interessam pelo destino, descerrar-te-ão vantagens inesperadas.

Desculparás ofensas recebidas e, servindo-se dos próprios beneficiários de tua generosidade e tolerância, surpreender-te-ão com facilidades e bênçãos a te enriquecerem as horas.

Permaneça o tarefeiro na tarefa que lhe cabe e os Emissários do Senhor encontrarão sempre meios de lhe prestarem assistência e cooperação. 

Entretanto, eles também, os Doadores da Luz, sofrem, por vezes, a intromissão da hora difícil. Quando o obreiro se deixa invadir pelo desânimo, eis que os processos de intercâmbio entram em perturbação e colapso, de vez que, entorpecida a vontade, o trabalhador descamba para a inércia e a inércia, onde esteja, cerra os canais do auxílio, instalando o deserto espiritual.


Emmanuel













quinta-feira, 5 de junho de 2025

Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 44 - A religião natural



Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 44


A religião natural


“Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios, 3:16).

Uma das descobertas fundamentais do Dr. Carl Gustav Jung é a do inconsciente coletivo ou psique arquetípica.

A expressão inconsciente coletivo, segundo o conceito junguiano, é uma herança psicológica, um tipo de memória da raça ou da espécie, onde se encontram conteúdos de estrutura psíquica, padrões universais ou arquétipos (do grego archétypon – “o que é impresso desde o início”) existentes na intimidade de todos os seres humanos.

De acordo com suas teorias, há no inconsciente coletivo vários arquétipos, mas existe um, central e fundamental, que tem a função de unificar e reconciliar todos os outros e de reequilibrar todo o governo psíquico (consciente e inconsciente). Ele o denominou de Self ou Si-mesmo.

Ele é descrito como a autoridade mental suprema, e equivale à imago Dei. O Self é a sede da identidade objetiva, enquanto o ego é a sede da identidade subjetiva – o centro da personalidade consciente.

O Self contém em si tanto o consciente quanto o inconsciente e mantém o ego sob seu comando. Há outros nomes associados ao Si-mesmo: eixo central, totalidade criativa, centro da psique e união dos opostos. Podemos dizer que ele é o ponto onde Deus e o homem se encontram.

Jung afirmava que a religiosidade tem também uma função psíquica. Os arquétipos do inconsciente coletivo têm força e valores equivalentes aos pontos fundamentais ou princípios religiosos.

Quando Jung fazia menção à religião, não se reportava a um credo ou igreja especificamente. O que ele tinha em estudo era o comportamento religioso, o conteúdo da religiosidade no processo psíquico.

Na sua obra científica, ele se refere à religiosidade como um fenômeno universal encontrado desde os tempos mais antigos em cada grupo étnico, raça ou povo.

“Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas”, afirma Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”1.

Podemos dizer, sobre a existência de Deus, que há um “sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si”2. A religiosidade apresenta-se como fenômeno natural.

Para Jung, a imagem arquetípica de Deus se encontra no Self, cuja principal função é levar as emanações e efeitos da imago Dei à mente consciente do indivíduo.

No seu trabalho de analista, observou uma dimensão transpessoal que se manifesta em padrões ou imagens universais, os quais podem ser identificados em todas as mitologias e religiões do mundo.

Não são poucos os que ainda entendem a existência de Deus de forma simplista e bem estreita, adorando ídolos como sen vivessem na era mosaica ou na Idade Média.

É preciso nos inteirarmos de todas as áreas científicas, interagir no universo de todas as realidades filosóficas, uma vez que elas podem contribuir consideravelmente com a religião. Tudo provém de Deus, “pois nele vivemos, nos movemos e existimos”3.

“A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra, as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra”4.

Disse Albert Einstein: “A minha religião consiste numa admiração humilde ao Espírito Supremo e Ilimitado, que se revela a si mesmo nos mínimos pormenores, que estamos aptos a captar com as nossas fracas mentes e com profunda certeza de um Poder Superior, que se revela universal”.

A religião do futuro será reconhecida como uma realidade interna, será vivenciada individualmente pela criatura que superou o “ser religioso” e desenvolveu em si o “ser religiosidade”.

Como toda atividade psíquica, a religiosidade é suscetível de ser aprimorada, assimilada e investigada ou, também, de ser depreciada, adulterada e restringida. No entanto, sua força energética se manifesta de uma forma ou de outra e procura dar vazão, utilizando as mais variadas vias de expressão. Esse fenômeno de escoamento energético surge de modo inesperado e surpreendente, elegendo os deuses da música, do teatro, do cinema, do futebol e outros tantos.

Uma das maneiras de o conteúdo religioso se anunciar é por meio dos símbolos; aliás, a simbologia é a linguagem mais usada pelas antigas religiões.

Em muitas ocasiões, no lugar das imagens sacras e altares consagrados, surgem pessoas, objetos e componentes simbólicos,


Hammed 







1 “O Livro dos Espíritos”, Questão 6.
2 “O Livro dos Espíritos”, Questão 5
3 Atos, 17:28.
4 “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Capítulo I – Não vim destruir a lei – Aliança da Ciência e da Religião.




quarta-feira, 4 de junho de 2025

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 42 - Afirmação e ação



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 42


Afirmação e ação

 
“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer eu a vontade daquele que me enviou, e cumprir a sua obra.” — (JOÃO, 4.34)

Aqui e ali, encontramos crentes do Evangelho invariavelmente prontos a alegar a boa intenção de satisfazer os ditames celestiais. 

Entregam-se alguns à ociosidade e ao desânimo e, com manifesto desrespeito as sagradas noções da fé, asseguram ao amigo ou ao vizinho que vivem atendendo às determinações do Todo Poderoso.

Não são poucos os que não preveem, nem providenciam a tempo e, quando tudo desaba, quando as forças inferiores triunfam, eis que, em lágrimas, declaram que foram obedecidas as ordens do Altíssimo.

No que condiz, porém, com a atuação do Pai, urge reconhecer que, se há manifestação de sua vontade, há, simultaneamente, objetivo e finalidade que lhe são consequentes.

Programa elevado, sem concretização, é projeto morto.

Deus não expressaria propósitos a esmo.

Em razão disso, afirmou Jesus que vinha ao mundo fazer a vontade do Pai e cumprir-lhe a obra.

Segundo observamos, não se reportava somente ao desejo paternal, mas igualmente à execução que lhe dizia respeito.

Não é razoável permanecer o homem em referências infindáveis aos desígnios do Alto, quando não cogita de materializar a própria tarefa.

O Pai, naturalmente, guarda planos indevassáveis acerca de cada filho.   

É imprescindível, no entanto, que a criatura coopere na objetivação dos propósitos divinos em si própria, compreendendo que se trata de lamentável abuso muita alusão à vontade de Deus quando vivemos distraídos do trabalho que nos compete.


Emmanuel













Joanna de Ângelis - Livro Vida Desafios e Soluções - Divaldo P. Franco - Cap. 2 - Significado do ser existencial - Objetivos da vida humana



Joanna de Ângelis - Livro Vida Desafios e Soluções - Divaldo P. Franco - Cap. 2 - Significado do ser existencial


Objetivos da vida humana


Ninguém se encontraria reencarnado na Terra, não tivesse a existência física uma finalidade superior. O ser é produto de um largo processo de desenvolvimento dos infinitos valores que lhe dormem em latência, aguardando os meios propiciatórios à sua manifestação. Etapa a etapa, passo a passo, são realizados progressos que se fixam mediante os hábitos que se incorporam à individualidade, que resulta do somatório das vivências das multifárias reencarnações.

Erros e acertos constituem recursos de desdobramento da consciência para os logros mais grandiosos da sua destinação, que é a natureza cósmica, quando em perfeita sintonia com os planos e programas do Universo.

Passando o princípio inteligente por diversos patamares do processo da evolução, fixa todas as experiências que lhe constituem patrimônio de crescimento mental e moral, atravessando os períodos mais difíceis e laboriosos da fase inicial, para alcançar os níveis de lucidez que o capacitam a compreensão e vivência dos Soberanos Códigos que regem o Cosmo.

No período do pensamento primário tudo é feito mediante automatismo dos instintos, preservando os fenômenos inevitáveis da vida biológica, de modo a poder desenvolver as faculdades do discernimento sob a força do trabalho brutal, suavizando a própria faina com o esforço das conquistas operadas. Nesse ser primitivo as esperanças cantam as expectativas das glórias futuras. Ele olha o zimbório estrelado e não entende as lanternas mágicas rutilando ao longe, que lhe parece próximo.

A saga da evolução é longa e, por vezes, dolorosa, deixando-lhe sulcos profundos, que noutras fases, sob estímulos inesperados dos sofrimentos, ressurgem como angústia ou violência, desespero ou amargura que não consegue explicar. Constituir-lhe-ão arquétipos a exercerem grande influência no seu comportamento psicológico durante várias existências corporais, assinalando-lhe a marcha ascensional. Mesclam-se, em cada personalidade proveniente das reencarnações, dando surgimento a algumas personificações parasitárias e perturbadoras, que constituem o capítulo das personalidades múltiplas, em forma de comportamentos alienados. A sua evolução psicológica é, também, a mesma antropológica, especialmente nos passos primeiros.

Avançando lenta e seguramente, aprendendo com as forças vivas do Universo, entesoura os recursos preciosos do conhecimento que lhe custou sacrifícios inumeráveis no longo curso das experiências e agora se interroga a respeito da finalidade de todo esse curso de crescimento, descobrindo, por fim, que se encontra no limiar das realizações realmente plenificadoras e profundas, porque são as que significam libertação dos atavismos remanescentes, ampliando as aspirações na área das emoções mais nobres, portanto, menos afligentes, aquelas que não deixam as seqüelas do cansaço, da amargura ou do desânimo.

A criatura está fadada à felicidade, à conquista do Infinito, além das expressões do espaço.

A dor que hoje a comprime é camartelo de estimulação para que saia da situação que propicia esse desagradável fator de perturbação.

Compreendendo, por fim, a grandeza do amor, alça-se às cumeadas do trabalho pelo bem geral, empenhando-se na conquista de si mesma, do seu próximo, da vida em geral. Tudo quanto pulsa e vibra interessa-a, retira-a da pequenez e conduz à grandeza, trabalhando-lhe o íntimo que se expande e se harmoniza em um hino de confraternização com tudo e com todos, passando a fazer parte vibrante da Vida.

Esse significado existencial somente é descoberto quando atinge um grau de elevada percepção da realidade, que transcende o limite da forma física, transitória e experimental que, todavia, pode e deve ser cultivada com alegria e saúde integral.

Não se creia, portanto, equivocadamente, que a finalidade primeira da conjuntura existencial seja viver bem, no sentido de acumular recursos, fruir comodidades, gozar sensações que se renovam e exaurem, alcançando o pódio da glória competitiva e todos esses equivalentes anelos do pensamento mágico, partindo para as aspirações fenomênicas e miraculosas dos privilégios e das regalias que não harmonizam o indivíduo com ele mesmo.

Certamente, na pauta dos objetivos e do sentido existencial, constam as realizações sociais, econômicas, artísticas, culturais, religiosas, todas aquelas que fazem parte do mundo de relações interpessoais. Entretanto, não são exclusivas - metas finais das buscas e das lutas - desde que o ser transpõe os umbrais do túmulo e continua a viver, levando os seus programas de elevação gravados no imo profundo.

Lutar sem fadigas exaustivas por conquistar-se, superando-se quanto possível, enfrentando os desafios com alegria e compreendendo que são os degraus de ascensão diante dos seus passos - eis como incorporará ao cotidiano os objetivos essenciais do seu aprimoramento físico, emocional e mental.


Joanna de Ângelis












Objetivos da vida humana. Conflitos pessoais. Mitos, ilusão e realidade.



André Luiz - Livro Evolução em Dois Mundos - Chico Xavier / Waldo Vieira - 2ª Parte - Cap. 20 - Invasão microbiana



André Luiz - Livro Evolução em Dois Mundos - Chico Xavier / Waldo Vieira - 2ª Parte - Cap. 20


Invasão microbiana


— A invasão microbiana está vinculada a causas espirituais?

— Excetuados os quadros infecciosos pelos quais se responsabiliza a ausência da higiene comum, as depressões criadas em nós por nós mesmos, nos domínios do abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais do cosmo orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja estabelecendo perturbações em prejuízo dos outros, plasmam, nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão, determinados campos de ruptura na harmonia celular.

Verificada a disfunção, toda a zona atingida pelo desajustamento se toma passível de invasão microbiana, qual praça desguarnecida, porque as sentinelas naturais não dispõem de bases necessárias à ação regeneradora que lhes compete, permanecendo, muitas vezes, em derredor do ponto lesado, buscando delimitar-lhe a presença ou jugular-lhe a expansão.

Desarticulado, pois, o trabalho sinérgico das células nesse ou naquele tecido, aí se interpõem as unidades mórbidas, quais as do câncer, que, nesta doença, imprimem acelerado ritmo de crescimento a certos agrupamentos celulares, entre as células sãs do órgão em que se instalem, causando tumorações invasoras e metastáticas, compreendendo-se, porém, que a mutação, no início, obedeceu a determinada distonia, originária da mente, cujas vibrações sobre as células desorganizadas tiveram o efeito das projeções de raios X ou de irradiações ultravioleta, em aplicações impróprias. 

Emerge, então, a moléstia por estado secundário em largos processos de desgaste ou devastação, pela desarmonia a que compele a usina orgânica, a esgotar-se, debalde, na tarefa ingente da própria reabilitação no Plano carnal, quando o enfermo, sem atitude de renovação moral, sem humildade e paciência, espírito de serviço e devotamento ao bem, não consegue assimilar as correntes benéficas do Amor Divino que circulam, incessantes, em torno de todas as criaturas, por intermédio de agentes distintos e inumeráveis, a todas estimulando, para o máximo aproveitamento da existência na Terra.

Quando o doente, porém, adota comportamento favorável a si mesmo, pela simpatia que instila no próximo, as forças físicas encontram sólido apoio nas radiações de solidariedade e reconhecimento que absorve de quantos lhe recolhem o auxílio direto ou indireto, conseguindo circunscrever a disfunção aos neoplasmas benignos, que ainda respondem à influência organizadora dos tecidos adjacentes.

Sob o mesmo princípio de relatividade, a funcionar, inequívoco, entre doença e doente, temos a incursão da tuberculose e da lepra, da brucelose e da amebíase, da endocardite bacteriana e da cardiopatia chagásica, e de muitas outras enfermidades, sem nos determos na discriminação de todos os processos morbosos, cuja relação nos levaria a longo estudo técnico.

É que, geralmente, quase todos eles surgem como fenômenos secundários sobre as zonas de predisposição enfermiça que formamos em nosso próprio corpo, pelo desequilíbrio de nossas forças mentais a gerarem rupturas ou soluções de continuidade nos pontos de interação entre o corpo espiritual e o veículo físico, pelas quais se insinua o assalto microbiano a que sejamos mais particularmente inclinados pela natureza de nossas contas cármicas.

Consolidado o ataque, pela brecha de nossa vulnerabilidade, aparecem as moléstias sintomáticas ou assintomáticas, estabilizando-se ou irradiando-se, conforme as disposições da própria mente, que trabalha ou não para refazer a defensiva orgânica em supremo esforço de reajuste, ou que, por automatismo, admite ou recusa, segundo a posição em que se encontra no princípio de causa e efeito, a intromissão desse ou daquele fator patogênico, destinado a expurgir dela, em forma de sofrimento, os resíduos do mal, correspondentes ao sofrimento por ela implantado na vida ou no corpo dos semelhantes.

Não será licito, porém, esquecer que o bem constante gera o bem constante e que, mantida a nossa movimentação infatigável no bem, todo o mal por nós amontoado se atenua, gradativamente, desaparecendo ao impacto das vibrações de auxílio, nascidas, a nosso favor, em todos aqueles aos quais dirijamos a mensagem de entendimento e amor puro, sem necessidade expressa de recorrermos ao concurso da enfermidade para eliminar os resquícios de treva que, eventualmente, se nos incorporem, ainda, ao fundo mental.

Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo por que os princípios de Jesus, desterrando de nós animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humildade, à fraternidade sem limites e ao perdão incondicional, estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita em nossa vida interior, fortalecendo-nos o poder da mente na autodefensiva contra todos os elementos destruidores e degradantes que nos cercam e articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus.


André Luiz


Pedro Leopoldo, 29/6/1958.


VÍDEO:

INVASÃO MICROBIANA - 2ª Parte do livro - Capítulo 20


Apresentação: André Luiz Ruiz




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