quinta-feira, 6 de março de 2025

Emmanuel - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 54 - Embaixadores divinos



Emmanuel - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 54


Embaixadores divinos


O Céu e o Inferno — 1ª Parte — Cap. VIII — *Item 14.


Eles, os Embaixadores Divinos, quando chegam a nós, Espíritos internados na escola da evolução, trazem consigo as harmonias supremas.

Expressam-se raramente por estruturas humanas, conquanto permitam que artistas de sentimento elevado lhes imaginem a forma nas alegorias da abstração ou na linguagem dos símbolos.

Manifestam-se quase sempre por influxos de sabedoria e beleza, amor e refazimento.

São frêmitos de esperança, alavancas intangíveis de força, clarões relampagueantes no firmamento da alma, a se lhe espelharem nas telas do pensamento por ideias sublimes e sonhos majestosos, visões interiores de magnificência intraduzível, cujo fulgor recorda a auréola solar dissipando as trevas!…

Abeiram-se das mãos fatigadas de pranto e renovam-lhes a ternura para que afaguem de novo os filhos ingratos; aproximam-se dos corações exaustos de sacrifício, impelindo-os a converter soluços de sofrimento em cânticos de alegria; envolvem o cérebro daqueles que se consagram espontaneamente à felicidade dos semelhantes e comunicam-lhes o lume da inspiração, que se lhes transfigura, no campo mental, em cores e melodias, invenções e modelos, composições literárias e revelações científicas, poemas e vozes, hinos à bondade e planos de serviço que atendam anseios e aspirações das criaturas famintas de acesso aos reinos superiores do Espírito; abraçam os lidadores do bem e reaquecem-lhes os corações para que não se imobilizem, sob o granizo da calúnia, e nem se entorpeçam, ao verbo gelado e fulgurante das filosofias estéreis; beijam a fronte pastosa dos agonizantes que aguardam tranquilamente a morte, rociando-lhes o olhar com lágrimas de júbilo ao desvendar-lhes os gloriosos caminhos da liberdade; enlaçam os servidores humildes que suam e choram na gleba, a fim de que o mundo se abasteça suficientemente de pão, e levantam-lhes a cabeça para a contemplação do Céu…

Quando a ventania da adversidade te assopre desalento ou quando a sombra da provação te mergulhe em nuvens de tristeza, recorre a eles, os Embaixadores Divinos do Amor Eterno, e sentirás, de imediato, o calor da fé, nutrindo-te a paciência e acalentando-te a vida.

Para isso, basta te recolhas à paz do silêncio acendendo em ti mesmo leve chama de oração por atalaia de luz.


Emmanuel








*14. — A Humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. 

Tendo-a criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la.

Muito antes que a Terra existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéramos saído das mãos do Criador. 

De toda a eternidade tem havido, pois, puros Espíritos ou anjos; mas, como a sua existência humana se passou num infinito passado, eis que os supomos como se tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.





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