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sábado, 21 de março de 2026

Hammed - Livro Lucidez a Luz que Acende na Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 2 - Imposição das mãos



Hammed - Livro Lucidez a Luz que Acende na Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 2


Imposição das mãos


Amado Pai, ajuda-nos a utilizar bem as mãos, para que elas sejam chamadas a curar as chagas da alma. 

Permite-nos que as coloquemos, sempre que necessário, em posição de quem ora, a fim de expandirmos luzes para atenuar dores, renovar as forças interiores, tranquilizar nosso íntimo e auxiliar a quem quer que seja. 

O coração inspira a mente; esta pensa e as mãos edificam. Por sinal, os feitos delas darão notícias de como foi nossa passagem pela Terra.

Todo-Compassivo, consente que nossas mãos esparjam, por meio da transmissão fluídica, algum vigor ou força do seu amor infinito para dar aconchego e contentamento aos nossos semelhantes. Faze delas um canal; usa-as como ferramentas de restabelecimento e sanidade.

Todavia, é bom lembramos que mãos generosas não são aquelas que doam de forma superabundante e descontrolada, mas aquelas que sabem como e quando doar acertadamente. Por falar nisso, Pai Amado, a mão que realmente auxilia pertence às criaturas que aprenderam a favorecer os outros sem se verem obrigadas a tomar para si os conflitos e infortúnios que não lhes pertencem. É aquela que socorre os sofredores sem emaranhar-se na problemática emocional deles.

Senhor Deus, inspira-nos a sermos prestativos com as aflições dos nossos semelhantes, mas não nos deixes envolver nos conflitos ou problemas que não são nossos. Melhor ajudamos quando não carregamos as cruzes alheias, e sim quando só ajudamos a levantá-las.

Pai, estamos cientes de que muitas religiões na atualidade distorceram o conceito de altruísmo, utilizando a culpa e o medo como formas de nos forçar a manter o sustento físico e a estabilidade emocional de outrem. Muitos de nós não entendemos que a beneficência real não depende de imposição moral ou obrigação religiosa, mas da necessidade de estar unida à naturalidade da doação com amor.

A prova disso está nas palavras de Jesus: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita". Ele utilizou a metáfora das mãos para nos ensinar que tudo que déssemos deveria ser com espontaneidade, e não por obrigação.

Por extensão de sentido, a palavra “mão”, unida a outra palavra, tem significações interessantes:

• mãos impostas — aquelas que transmitem energia, entregando-se a uma empreitada de amor;

• mãos de fada — são laboriosas e hábeis na execução dos mais diversos trabalhos de arte;

• mãos unidas — ficam, palma com palma, na posição dos que oram ou suplicam ardentemente;

• mãos à palmatória — são flexíveis, pois reconhecem a derrota ou o engano;

• mãos fortes  servem de sustentáculo; emprestam apoio, solidarizam e amparam;

• mãos-largas — são pródigas ou dadivosas; pertencem a indivíduos de boa vontade;

• mãos de seda — são carinhosas e atenciosas com as dores alheias;

• mãos-cheias — as que fartam; oferecem quantidade mais que suficiente para suprir necessidades.

Bom Deus, temos certeza de que amparas invariavelmente as mãos-postas que lhe rogam auxílio e de que sustentas as mãos trémulas e inseguras, reservando-lhes braços fortes. Por isso, apazigua nosso coração para que a energia que provém de ti e o atravessa em nossa direção, continue repleta do teu Amor.

Que assim seja.


Hammed













quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Hammed - Livro Lucidez a Luz que Acende na Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 31 - Na presença da espiritualidade



Hammed - Livro Lucidez a Luz que Acende na Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 31


Na presença da espiritualidade 


Senhor Jesus, aprendemos contigo que religiosidade é algo mais amplo do que o simples fato de cumprir minuciosamente ritos religiosos ou de pertencer a determinadas tradições espirituais.

Amigo Devotado, certa vez, durante seu encontro com já mulher samaritana, tu nos ensinaste: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espirito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.” (1) Logo, temos ciência de que “ter religião” é bem diferente de “ter religiosidade”, que é, em verdade, um sentimento inato existente na profundeza da alma humana, onde podemos . adorar a Divindade “em espírito e verdade”.

Mestre Querido, hoje entendemos que ter um sentido voltado para as coisas sagradas e um senso de união com todas as manifestações vivas do Universo é a verdadeira espiritualidade que tu querias nos ensinar. Não são os livros sagrados, nem as cerimônias ritualísticas que nos unem a Deus; tanto estas como aqueles podem despertar ou estimular nossos potenciais transcendentais, mas apenas a religiosidade nos liga ao Pai.

Algumas igrejas e movimentos religiosos, assim como certos cultos ou credos devocionais, são em essência instituições egoicas coletivas, uma vez que se identificam com as estruturas governamentais, políticas, financeiras e outras tantas atividades ligadas aos bens temporais.

Da mesma forma, Senhor, compreendemos que o indivíduo que tem uma nova consciência já entendeu o significado da religação ou da união com a Divindade.

Condutor de Almas, amplia nossa consciência.

Clareia nossa visão a fim de percebermos que, tanto na atualidade como nos séculos passados, a ambição, o medo e a ânsia de poder foram a etiologia dos combates armados e das violências desencadeadas não somente pelos povos, nações e tribos, mas igualmente pelas religiões e ideologias.

Sabemos que a religião (do latim religare) é o processo de interligação da criatura com o Criador. Mas, afinal de contas, poderíamos nos perguntar: Será que o ser humano I está separado de Deus? Então, qual a finalidade do religare ou da religião?

Relembramos, Mestre Jesus, a afirmativa de Paulo aos • atenienses: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.” (2)

Com base nessas palavras conseguimos discernir que não estamos afastados de Deus, e sim nos relacionamos com Ele de modo constante, mas inconsciente. Por isso, nossa tarefa primordial é nos conscientizarmos da necessidade de resgatar, de trazer à luz essa ligação esquecida ou ignorada, esse religare.

O legítimo significado da religiosidade nada mais é do que o descobrimento na alma de uma capacidade que transcende a natureza física de tudo o que existe.

É o que toma possível ao homem, independentemente de sua convicção religiosa, a percepção do seu vínculo Divino com Deus, onde e com quem estiver.


Hammed




(1) João 4:23.
(2) Atos 17:24 e 25.32