domingo, 15 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 26 - Em nossas mãos



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 26


Em nossas mãos


“Venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos Céus.” — JESUS (Mateus, 6.10)


Convence-te de que as Leis da Divina Sabedoria não se enganariam.

Situando-te na Terra, por tempo determinado, com vistas ao próprio burilamento que te cabe realizar, trazes contigo as faculdades que o Senhor te concedeu por instrumentos de trabalho.

Encontras-te no lugar certo em que te habilitas a desempenhar os encargos próprios.

Tens contigo as criaturas mais adequadas a te impulsionarem nos caminhos à frente.

Passas pelas experiências de que não prescindes para a conquista da sublimação que demandas.

Recebes os parentes e afeições de que mais necessitas para resgatar as dívidas do passado ou renovar-te nos impulsos de elevação.

Vives na condição certa na qual te compete efetuar as melhores aquisições de espírito.

Sofres lutas compatíveis com as tuas necessidades de conhecimento superior.

Varas acontecimentos dos quais não se te faz possível a desejada liberação, a fim de que adquiras autocontrole.

Atravessas circunstâncias, por vezes difíceis, de modo a conheceres o sabor da vitória sobre ti mesmo.

E em qualquer posição, na qual te vejas, dispões sempre de certa faixa de tempo a fim de fazer o bem aos outros, tanto quanto queiras, como julgues melhor, da maneira que te pareça mais justa e na extensão que desejas, para que, auxiliando aos outros, recebas dos outros mais amplo auxílio, no instante oportuno.

Segundo é fácil de observar, estás na Terra, de alma condicionada às leis de espaço e tempo, conforme o impositivo de autoaperfeiçoamento, em que todos nos achamos, no mundo físico ou fora dele, mas sempre com vastas possibilidades de exercer o bem e estendê-lo aos semelhantes, porque melhorar-nos e elevar-nos, educar-nos e, sobretudo, servir, são sempre medidas preciosas, invariavelmente em nossas próprias mãos.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 12 - Educação no lar



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 12


Educação no lar


“Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.” — JESUS. (João, 8:38)

Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.

Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora.

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade.

Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos abstrusos que envenenam a alma. Só um espírito que haja compreendido a paternidade de Deus, acima de tudo, consegue escapar à lei pela qual os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos.

Ouçamos a palavra do Cristo e, se tendes filhos na Terra, guardai a declaração do Mestre, como advertência.


Emmanuel









Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia - Dedicação - Em tudo lembra-te do equilíbrio



Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia


Dedicação - Em tudo lembra-te do equilíbrio


Em tudo o que procurares fazer, deves lembrar-te da harmonia, sem te esqueceres, contudo, da dedicação, para mantê-la dentro daquela.

A afeição ao que devemos fazer é ponto alto do interesse de fazer certo e com alegria a nossa missão na Terra, e no espaço, em primeira mão, destaca-se o trabalho.

Buscando entender as coisas de Deus, dá para se compreender que o primeiro interesse d’Ele foi trabalhar, pelo que se vê na extensão infinita do cosmo.

A mente do Divino Doador ocupa-se permanentemente das realizações que tangem ao bem universal.

Se desejas compreender o que falamos, experimenta, e não pares de operar no que sabes, mas nunca te entregues a movimento algum de exaltação, de mentira, de discórdia, de hipocrisia, de lamentação, de tristeza, de ódio e de violência.

É bom que a tua disposição seja dinamizada nas linhas do amor, força dos Céus que se divide na eternidade, em se buscando somente o equilíbrio, mas com afeto.

Devemos agradecer a Jesus todos os dias, pois foi Ele, o Divino Mestre, que nos ensinou, desde o princípio, que somente o amor compensa, e ainda renunciou a Sua morada de luz, para nos visitar na Terra, deixando para a humanidade um prêmio imerecido, de sorte a despertar todos os povos do sono, para viverem sob a luz do Evangelho.

Convêm assinalar que, para tudo isso, no que se refere a aprender, a vida requer de nos devoção, porque as coisas divinas não podem ser simples doação sem que tenha nas entranhas a luz que nos ajuda o nosso devotamento, que é investimento de caridade em nosso próprio proveito.

Quando sentimos que devemos cumprir com alegria os nossos deveres para com a vida, destinando o nosso esforço ao aprendizado, parece-nos que os nossos olhos se abrem para a vida maior; não que Deus nos ajude mais, não que Jesus fique mais visível aos nossos olhos; é o nosso esforço que busca encontrá-los.

Essa é a tarefa do Espírito.

E neste sentido que a Doutrina dos Espíritos nos revela que o Céu se encontra dentro de nós em nossa intimidade, onde podemos ver e escutar o Pai e o Mestre.

Estudemos o Evangelho com amor, que Ele nos ajuda a nos comunicarmos com a luz e entender do que precisamos para o nosso equilíbrio, na pauta da vida. Não nos esqueçamos, pois, de sempre propagar essa verdade, para que os outros façam o mesmo, porque quem se dedica ao amor a todas as coisas, começando de Deus, anda nas claridades e possui o discernimento das coisas certas.

Meu filho, usa tua inteligência para aumentar a fé; não pode o cristão viajar na vida sem a fé, pois ela tem o poder de nos assegurar na estabilidade e nos fornecer a paz interna.

Se estás preparado, meu irmão, ajuda teu irmão que passa, em busca do entendimento.

O mundo precisa dos que acompanham Jesus, porque falta na Terra, por toda parte, a harmonia e, disso, surgem todos os sofrimentos.

Aproveita o tempo que te sobra, e reforça o movimento da caridade: sem Ela não há salvação para as almas.

Salva-te a ti mesmo, fazendo o bem por amor.

E em tudo o que fizeres, não te esqueças da harmonia, que é a base onde Deus assentou os princípios do Universo.


Miramez













sábado, 14 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 7 - Página do caminho



Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 7


Página do caminho


TEMA — No entrechoque das paixões humanas.


Surpreenderás no caminho cotidiano o entrechoque das paixões, provocando rancores ferozes!… E observarás, em torno, os que se revoltam contra a cruz salvadora que carregam, os que oprimem os fracos, os que se bandeiam para as regalias da sombra e os que transformam a perturbação alheia em trampolim para a escalada ao poder.

Compadecer-te-ás de todos — de todos os que desconhecem ou pretendem desconhecer o amor para que foram criados —, mas, entre os que passam indiferentes à penúria dos seus irmãos, deter-te-ás no amparo aos infelizes e serás, junto deles, a mão confortadora e o serviço fiel.

Recordarás o Bom Samaritano que não se preocupou em apontar os malfeitores que haviam espoliado o viajante indefeso, e, sim, ao invés disso, se inclinou, compassivo, para o companheiro tombado no infortúnio, de modo a conchegá-lo ao coração.

Os mentores da crueldade são suficientemente desditosos por si mesmos e serão defrontados, no espaço e no tempo, pelas forças coercitivas dos tribunais da justiça oculta a lhes coibirem a expansão. Não precisas identificá-los, a pretexto de corrigenda, porque já contam com o número imenso daqueles que os procuram a fim de expô-los à censura e ao sarcasmo.

Serás a lâmpada acesa para os caídos na cegueira da negação, o apoio dos que tropeçam na estrada, estonteados de sofrimento, a boa palavra que reajuste o ânimo dos que jazem traumatizados pelo assalto das trevas e a esperança dos últimos!…

Quando alguém te requeste aos ímpetos da reação, perante os males que corroem a vida, lembra-te de que um golpe sobre outro golpe apenas consegue agravar a ferida e dispõe-te a socorrer os que esmorecem no desânimo ou caem de angústia.

Não percas tempo indagando quanto aos méritos da bondade, porquanto, se alguns raros companheiros do mundo te escarnecem da compaixão, malversando-te os benefícios, a bondade que praticares será sempre revertida em teu favor.

Envolve o raciocínio no halo do entendimento e deixa que o amor te comande os menores impulsos da alma, para levantar e lenir, esclarecer e ajudar onde estiveres.

A vida triunfante é luz imperecível, impelindo-nos no rumo das Esferas Superiores; entretanto, encerra consigo a rude batalha da evolução, em que todos somos compulsoriamente engajados na condição de espíritos eternos, a fim de conquistá-la!…

De alma incompreendida, esquece a ti mesmo e faze-te o consolo e a bênção dos que se arrastam humilhados e abatidos na retaguarda, e, ainda mesmo que todos os poderes do mal se conjuguem, ao redor de ti, no intuito de apagar a chama de tua fé na vitória do bem, auxilia e ama sempre, na convicção de que, de todos os ambientes da Terra, a presença da caridade é e será constantemente o mais alto clima da existência, para o encontro de nossa necessidade com o suprimento de Deus.


Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Marco Prisco - Livro Antologia Espiritual - Divaldo P. Franco - Cap. 40 - Comportamento



Marco Prisco - Livro Antologia Espiritual - Divaldo P. Franco - Cap. 40


Comportamento


Seja transparente sempre em relação à verdade. 

O que hoje você oculta, surgirá amanhã em sombras no seu caminho. 

Trate os seus companheiros com lealdade, sendo natural. 

A traição persegue o seu responsável, como a sombra que acompanha o corpo. 

Aja sempre com elevação, evitando comprometer-se moralmente, mesmo que tudo indique o sepultamento no silêncio. 

O partícipe de hoje poderá tornar-se o acusador de amanhã. 

Viva de tal forma que possa enfrentar o dedo em riste do inimigo ameaçando desvelar-lhe o segredo. 

Quem conserva erros na consciência, vive sob ameaça constante. 

Não ceda à insinuação do mal, do que não seja correto, enganando-se a respeito da fidelidade de outrem. 

O tempo desgasta tudo, inclusive as afeições arrebatadoras e certamente de pouca duração. O que não seja correto, nunca você tornará certo. 

Ame e confie em regime de tranquilidade. 

Dê-se à fraternidade sem reservas. 

Vive em plenitude cada momento da sua existência corporal. 

Meça, no entanto, o que diga e o que fizer, de forma que, em qualquer época, você enfrente as palavras e os atos de que foi objeto com paz interior e segura lucidez mental. 


Marco Prisco















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 91 - Migalha e multidão



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 91


Migalha e multidão

 
“E tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.” — (MATEUS, 14.19)


Ante o quadro da legião de famintos, qualquer homem experimentaria invencível desânimo, considerando a migalha de cinco pães e dois peixes.

Mas Jesus emprega o imenso poder da bondade e consegue alimentar a todos, sobejamente.

Observemos, contudo, que para isso toma os discípulos por intermediários.

O ensinamento do Mestre, nesse passo do Evangelho, é altamente simbólico.

Quem identifica a aluvião de males criados por nós mesmos, pelos desvios da vontade, na sucessão de nossas existências sobre a Terra, custa a crer na migalha de bem que possuímos em nós próprios.

Aqui, corrói a enfermidade, além, surge o fracasso, acolá, manifestam-se expressões múltiplas do crime.

Como atender às necessidades complexas?

Muitos aprendizes recuam ante a extensão da tarefa.

Entretanto, se o servidor fiel caminha para o Senhor, a migalha de suas luzes é imediatamente suprida pelo milagre da multiplicação, de vez que Jesus, considerando a oferta espontânea, abençoar-lhe-á o patrimônio pequenino, permitindo-lhe nutrir verdadeiras multidões de necessitados.

A massa de nossas imperfeições ainda é inaquilatável.

Em toda parte, há moléstias, deficiências, ruínas…

É imprescindível, no entanto, não duvidar de nossas possibilidades mínimas no bem.

Nossas migalhas de boa vontade na disposição de servir santamente, quando conduzidas ao Cristo, valem mais que toda a multidão de males do mundo.


Emmanuel










Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 14 - A migalha de amor



Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 14


A migalha de amor


Não menosprezes a migalha de amor que te pode marcar o concurso no serviço do bem.

Estende o coração através dos braços e auxilia sempre.

Quem definirá, entre os homens, toda a alegria da xícara de leite nos lábios da criancinha doente ou da gota de remédio na boca atormentada do enfermo?

Quem dirá o preço de uma oração fervorosa, erguida ao Céu, em favor do necessitado?

Quem medirá o brilho oculto da caridade que socorre os sofredores e desvalidos?

Que ouro pagará o benefício da fonte, quando a sede te martiriza? E onde o cofre repleto que te possa valer, no suplício da fome, quando a casa está órfã de pão?

Recorda a importância do pano usado para os que choram de frio, da refeição desaproveitada para o companheiro subnutrido, do vintém a transformar-se em mensagem de reconforto, do minuto de conversação consoladora que converte o pessimismo em esperança, e auxilia quanto possas.

Lembra-te de que Jesus renovou a Terra, utilizando diminutas migalhas de boa vontade e cooperação… Dos recursos singelos da Manjedoura faz o mais belo poema de humildade, de cinco pães e dois peixes retira o alimento para milhares de criaturas, em velhos barcos emprestados erige a tribuna das sublimes revelações do Céu… Para ilustrar seus preciosos ensinamentos, detém-se na beleza dos lírios do campo, salienta o valor da candeia singela, comenta a riqueza de um grão de mostarda e recorre ao merecimento de uma dracma perdida. 

Não olvides que teu coração é esperado por bênção viva, na construção da felicidade humana e, empenhando-lhe, agora, a tua migalha de carinho, recolhê-la-ás, amanhã, em forma de alegria eterna no Reino do Eterno Amor.


Meimei











quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 95 - Esta é a mensagem



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 95


Esta é a mensagem


“Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” — (1 JOÃO, 3.11)


Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem-estar.

Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida, suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum.

Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no “amemo-nos uns aos outros”.

Esta é a recomendação primordial. Sentindo-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos.

Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo.

Ama sempre. Faze todo bem. Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor.


Emmanuel










Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 9 - Amparo recíproco



Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 9


Amparo recíproco


Reforma íntima: duas palavras que enfeixam numerosos apelos à sublimação espiritual.

Não te enganes, porém. Em nos referindo a esse imperativo da vida, coloquemo-nos todos na órbita de semelhante necessidade.

Não te julgues intangível. Se ainda não sofreste o assédio dessa ou daquela tentação, é possível que o teu dia de luta, nesse sentido, aparecerá mais depressa do que pensas.

Esse amigo conquistou a honestidade, mas ainda não se livrou da sovinice.

Aquela irmã atingiu louvável equilíbrio sentimental, no entanto, ainda carrega consigo grande peso de orgulho.

Outro amigo é um modelo de generosidade, contudo, não perdoa a mínima ofensa. Determinada companheira é um retrato da dedicação, em família, mas converte-se facilmente em franca representação do egoísmo, em se tratando do interesse dos outros.

Esse irmão alcançou alto grau de cultura, entretanto, não se contém perante certas tentações de caráter afetivo.

Encontramos outro que brilha na condição de autêntico herói do trabalho, no entanto, ainda não sabe afastar-se do propósito de empalmar os bens alheios, desde que encontre facilidade para isso.

Reportamo-nos ao assunto, a fim de anotar que, na Terra, somos todos necessitados da compaixão recíproca.

Analisemos os pontos frágeis da cidadela em que se nos oculta a personalidade e auxiliemo-nos uns aos outros.

Jesus nos dedicou um só mandamento: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” 

E atrevemo-nos a crer que o Divino Mestre nos terá dito nas entrelinhas: — “Perdoai-vos uns aos outros como eu vos perdoei.”


Meimei











quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2 - Definindo rumos



Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2


Definindo rumos


Sofrendo, lapidaremos a individualidade para o banquete da ascensão; calando, ouviremos com perfeição a voz do Pastor que nos tomou ao despenhadeiro para o redil do trabalho edificante; agindo no bem de todos, cultivaremos a nossa própria felicidade, hoje e amanhã. (1)

Sabemos que a escola e o jardim, o gabinete e o laboratório, o lar e o asilo acompanham, com facilidade, os movimentos evolutivos do mundo, na feição exterior dos processos em que se metodizam; mas, a dor, meu amigo, é a mesma de todos os tempos. A discórdia e a perturbação, o remorso e o arrependimento, a ansiedade e a angústia não variaram na superfície da Terra até agora.

Em razão disso, não podemos reagir contra a ordem abençoada que o Alto estabeleceu para a nossa casa de amor cristão. (2)

O mundo pode apresentar variadas mudanças na configuração externa da vida, mas o sofrimento é o mesmo, a dor não acusa modificações no curso dos séculos e — por que não dizer? — também as nossas paixões permaneceram intactas no escoar de milênios, para somente se transformarem agora em boa vontade e esforço construtivo, depois da inspiração de Jesus, que nos estendeu misericordiosos braços no despenhadeiro.

Estejamos convencidos, porém, de que a nossa boa vontade é credencial de auxílio mais amplo do Céu, tanto quanto a nossa inércia espiritual representa fator de atraso no socorro divino, que, às vezes, por preguiça ou rebeldia, teimamos em não receber. (3)

Um grupo espírita é uma equipe de Jesus em ação. Equipe em que somente o propósito do Mestre Divino prevalece, na produção de amor e luz a que todas as expressões do Evangelho são chamadas. (4)

Procuremos no trabalho que o Senhor nos reserva a posição de serviço que nos é própria, nela buscando a nossa felicidade de obedecer ao Celeste Orientador.

Nem queixas, nem exigências. Nem deserção nem exclusivismo. Nem lamentação que é indisciplina, nem exame precipitado do concurso alheio que redunda em desordem.

Ajudem-se, ajudando-nos. Nossos braços e nossas mãos no esforço do bem são instrumentos para que a bondade do Cristo se expresse no amparo a nós mesmos. (5)

Renovar caminhos. Conquistar instrumentação de trabalho. Adquirir oportunidade de dispor para enriquecer as oportunidades de servir. Nesse sentido daremos tudo de nós. (6)

Evitar a incursão dos vermes, aparentemente insignificantes, da vaidade e do orgulho, do desamor e da indiferença, na leira de nossa lavoura evangélica; adubar a plantação de nossos ideais superiores e proteger os grelos tenros da boa vontade para que, em breve, possamos cooperar, mais positivamente, na provisão de paz e luz dos celeiros terrestres, constituem imperativos de nossa tarefa. (7)

A hora é de renovação e, por isso mesmo, de lances sacrificiais para cada um de nós; contudo, não temamos os percalços naturais do roteiro de quantos trabalham e servem, e avancemos de almas centralizadas naquele que nos contempla no monte da ressurreição, convidando-nos à glória da cruz. (8)

Na intimidade de nossa embarcação de amor esperamos a continuação dos nossos velhos princípios de compreensão e solidariedade, serviço e bom ânimo, fé e auxílio mútuo, fortaleza e humildade. (9)

Aqui tenho aprendido que a única riqueza trazida do mundo é aquela que entesouramos no ato de ajudar para o bem. (10)

Agora a tarefa adquire novas perspectivas, novos horizontes se desdobram. Compreendemos nós todos que estamos à frente de um mundo conturbado por extremas transições. Cada casa especialmente consagrada à Obra do Cristo e, muito particularmente as que se vinculam ao Espiritismo Cristão, sofrem hoje golpes e provações que é necessário superar, não apenas considerando a grandeza da Causa da Humanidade e do Evangelho, mas também os nossos próprios compromissos. É como se ventania arrasadora fustigasse, no mar das experiências humanas, aquelas embarcações que transportam os tesouros da luz espiritual. (11)


Bezerra de Menezes







(1) De mensagem recebida em 28.10.1949
(2) De mensagem recebida em 4.03.1951
(3) De mensagem recebida em 10.09.1953
(4) De mensagem recebida em 10.03.1954
(5) De mensagem recebida em 24.04.1957
(6) De mensagem recebida em 10.12.1966
(7) De mensagem recebida em 28.10.1949
(8) De mensagem recebida em 6.02.1951
(9) De mensagem recebida em 11.07.1952
(10) De mensagem recebida em 10.09.1953
(11) De mensagem recebida em 20.06.1964




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18 - Tentação



Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18


Tentação


Somos tentados pela forças exteriores da vida, segundo as nossas necessidades de purificação interna.

Isso equivale a dizer que cada criatura sofre a tentação, conforme a natureza que lhe é própria.

Qual acontece nos domínios da Natureza em que o fogo não se alimenta de água, mas sim de combustível que se lhe afina ao modo de ser, no reino do espírito, cada um de nós entra em combinação apenas com as energias que se assemelhem às nossas.

Assim é que renascemos, habitualmente, no Plano físico, transportando conosco as deficiências individuais e os problemas domésticos que nos reclamam extinção ou ajustamento.

Espíritos entregues à usura e à crueldade, em muitas circunstâncias, ressurgem no berço de ouro, experimentando, de novo, a tentação da sovinice e do orgulho de modo a superá-los e almas cristalizadas na revolta e na indisciplina quase sempre reaparecem nos lares empobrecidos, atravessando novamente a tentação do desespero e da delinquência para vencê-los suficientemente.

Reunimo-nos através da família consanguínea, muitas vezes, com as nossas aversões mais profundas, para transformá-las em amor puro, ao preço de perdão e serviço, devotamento e renúncia, e, em todos os quadros da luta humana, somos defrontados por rudes provas que nos falam de perto às próprias necessidades, a fim de que, na sublime vitória sobre nós mesmos, saibamos buscar os cimos da vida.

Não te creias simplesmente tentado pelos outros à descida ao despenhadeiro das trevas.

Somos nós mesmos que, estendendo o fio do desejo, atraímos em nosso prejuízo ou em nosso favor as companhias que nos acrescentarão as forças para a queda nas sombras ou para a ascensão à Divina Luz.


Emmanuel









Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 141 - As Ervas e o Homem



Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 141


As Ervas e o Homem


Não podemos falar do homem saudável sem lembrar das ervas, coadjuvantes naturais na manutenção da vida na Terra, cujo energismo é de proficiente valor para o equilíbrio orgânico e mesmo psíquico, quando eles estão carentes de vigor.

O mundo celular do ser humano chega à contagem astronômica de trilhões de vidas minúsculas, pois a citologia moderna as compreende como tais. É, pois, fascinante estudar e compreender como se processa o metabolismo do soma, as mudanças moleculares, porque e para que mudam, na urgência de assegurar a harmonia do todo.

A energia que circula no sistema neuro-psíquico do corpo é viva, percorrendo todos os filamentos sensíveis do organismo, levando a mensagem distribuída pelo comando central, que se instalou no quartel-general, no topo craniano, como luz que se manifesta integrada na luz maior, que é Deus.

Existem sub-quartéis espraiados no corpo espiritual, interligados ao vaso físico, que são os centros de força, ou chakras, fortemente ajustados às glândulas endócrinas e destas ao todo celular, obedecendo ao comando da divina força do espírito.

A razão de estarmos falando das ervas é que elas também têm corpos, com determinado comando mantendo o equilíbrio com predomínio da natureza bio-energética, dentro e fora de si, guardando no seu mundo interior as bênçãos de Deus, para ajudar os homens nas suas jornadas de crescimento. Conhecê-las e utilizá-las corretamente, esta é uma das chaves para alcançar a saúde. A composição do ciclópico corpo do homem tem analogia profunda com a árvore e, como a luz que a comanda ainda está em estado de sono, a harmonia reina, porque mãos hábeis do mundo invisível lhe servem mais de perto, como a criança necessitada dos cuidados maternos.

A morada do homem anda um tanto ou quanto por si mesma e a ignorância a faz sofrer as conseqüências do mal que o espírito fez no aprendizado, no entanto, os outros reinos vêm em seu auxílio, como no caso dos medicamentos indispensáveis no estágio em que a humanidade se encontra.

As ervas são recursos valiosos, que atingem até outros corpos, além do físico, desde que a nossa sabedoria nos ensine a usá-las com o devido respeito que elas merecem.
 
À medicina oficial é, por natureza, violenta; os bioquímicos buscam combinações onde falta sintonia com o corpo físico, por isso, surgem as reações e a intolerância por determinados remédios. A rejeição dos órgãos ou do organismo é, pois, a antipatia pelo corpo estranho nele inoculado como medicamento ou no caso dos transplantes usados pela moderna medicina.

Não existem árvores que não sejam benfeitoras, nem ervas que não sejam curativas. Deus as colocou no jardim da Terra, para que os homens as descobrissem como alimentos e remédios, além de servirem de instrumento para renovação da atmosfera, que beneficia a todos.

As hortaliças são pratos saudáveis para a alimentação das criaturas na vida terrena, como também trazem consigo forças curativas.

Lembrai-vos de que a cozinha é lugar sagrado, tanto quanto o momento de refeições. Os assuntos inferiores não devem ser ventilados nesses lugares nem nessa hora de repasto, pois, o alimento fica magnetizado pelos sentimentos do cozinheiro, assim como recebe as cargas magnéticas do que pensais e sentis no momento em que vos alimentais. Comeis o que pensais e respirais os próprios sentimentos.

Amai as árvores, amai todo o mundo vegetal, que ele devolverá o amor que recebeu em saúde, para a vossa felicidade.


Miramez









Fonte: Saúde-pdf

Joanna de Ângelis - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 28 - Olhando para trás



Joanna de Ângelis - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 28


Olhando para trás


Respondeu-lhe Jesus: "Ninguém, tendo posto a mão ao arado e olhando para trás, é apto para o reino de Deus." (Lucas, 9:62)


Todo aquele que busca seguir Jesus, não tem passado, nem presente, apenas o futuro.

A sua é a decisão de vir-a-ser, das suas possibilidades de crescimento e de renovação interior permanente.

Surgida a oportunidade do encontro com o Mestre, nem sempre a pessoa logra desatar-se das amarras constritoras do passado.

Não raro, esse passado constitui uma terrível marca na trajetória da evolução humana.

Vive-se de recordações ingratas que o assinalaram dolorosamente; de reminiscências amargas, quando se sonhava com o amor e a ternura; de evocações dos momentos de ansiedade e amargura que se pensava seriam de bênçãos e renovação transcendente; de apelos às horas da escravidão aos gozos que se converteram em tenazes de dor, dilacerando os mais belos sentimentos...

Desfilam, então, pela mente, as frustrações e os desejos não fruídos; as decepções e os anseios que ficaram ceifados; os abandonos a que se viu relegado mil vezes, e, por tudo isto, e muito mais, não pode seguir adiante, porque se detém, olhando para trás.

Não poucos homens e mulheres, igualmente se demoram na paisagem das lembranças felizes que não retornarão.

Repassam, mentalmente, as alegrias experimentadas, que os emularam ao avanço e depois escassearam; os tesouros de ternura com que foram aquinhoados e hoje cessaram; as expectativas de realização externa, que abriam estradas emocionais para o progresso e agora se apresentam sem trânsito; as carícias que os enriqueceram de emoção e ora estão distantes; os folguedos e a juventude que já passaram...

Vivem de evocações que os mantêm olhando para trás, sem que se animem a reiniciar a marcha, a avançar com segurança.

A vida terrestre, no entanto, é impermanente.

As alegrias de agora podem ser o prenúncio de lágrimas de depois. Assim como as dores acerbas deste momento, podem significar a cirurgia da libertação para os grandes vôos do espírito.

Todo aquele que, realmente, encontra Jesus, é convidado a uma decisão; tomar da charrua do dever e, sem saudades nem ansiedades mórbidas, avançar, passo a passo, com equilíbrio.

A decisão é pessoal, que deve ser seguida pela ação.

Não é indispensável que se fuja do mundo ou se adote uma conduta ascética, severa, que inspira o ódio contra o mundo.

A posição ideal é a da neutralidade dinâmica. Isto é, viver no mundo sem que se lhe escravize. Fomentar o progresso com decisão, assumindo responsabilidades que promovam outros homens e as várias expressões da vida.

Maria de Magdala, por exemplo, tomou da charrua e recuperou a virtude que a elevou às culminâncias da doação total.

Saulo, igualmente, segurou a charrua, e, sem recordar-se do passado, carregou a sua cruz e plantou- a no monte da sublimação.

Gandhi, da mesma forma, segurou a charrua e ofereceu-se em holocausto, tornando-se uma grande luz para milhões de vidas.

Hoje como ontem a humanidade necessita de criaturas que, tomando da charrua não olhem para trás, seguindo animadas, após superadas as dificuldades habituais.

Se deséjas seguir Jesus e tornar-te pleno; se almejas a renovação e a paz através do Evangelho; se queres a glória interior sem receios nem fronteiras, toma da charrua do amor clareado pela fé e, mediante a ação da caridade, não olhes para trás.


Joanna de Ângelis










Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 68 - Ante os Espíritos puros



Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 68


Ante os Espíritos puros


Mentalizas a natureza divina dos Espíritos puros e queres partilhar-lhes o banquete de luz.

Sonhas trajar-te de esplendor e esparzir sobre os homens os dons infinitos da bondade celeste.

Entretanto, ai de nós! Espíritos vinculados ainda à Terra, somos, por enquanto, consciências endividadas, a entrechocar-nos na sombra de débitos clamorosos, compelidos ao barro das próprias imperfeições.

Apesar disso, porém, é possível começar, desde logo, a escalada ao fulgor dos cimos.

Não podes, hoje, erguer as mãos, sustando o curso da tempestade; contudo, guardas contigo os meios de asserenar a procela de dor que zurze o coração dos companheiros em sofrimento.

É impossível, de um instante para outro, transmitir para o mundo as mensagens divinatórias das supremas revelações; no entanto, bastará leve esforço e acenderás o alfabeto em muitos cérebros que tateiam na noite da ignorância.

Diligenciarias debalde, agora, materializar os entes sublimes da Esfera Superior, ante os olhos terrestres; todavia, nada te impede concretizar o caldo reconfortante para os doentes abandonados que esmorecem de fome.

Na atualidade, resultaria infrutífero qualquer empreendimento de tua parte, no sentido de alimpar o próximo verminado de chagas, pronunciando simples ordem verbal; contudo, ninguém te furta o ensejo de alentar-lhe a esperança ou lavar-lhe as feridas.

Em vão buscarias, à pressa, renovar milagrosamente o ânimo envenenado de entidades embrutecidas, transformadas em obsessores intransigentes; no entanto, consegues aliviar, em bálsamos de oração e de amor, a mente desorientada, fronteiriça à loucura.

Reflete nos Mensageiros Divinos, respeita-lhes a missão e roga-lhes apoio, na caminhada, mas não tentes obter de improviso as responsabilidades que lhes pesam nos ombros.

Não reclames para teus braços o serviço do Sol.

Cumpre os deveres que te competem.

Para isso, não te digas cansado, nem te proclames inútil.

O verme, infinitamente distante do pensamento que te coroa, é o servo esquecido que aduba a terra, para que a terra te forneça o pão.


Emmanuel









O Céu e o Inferno - 1ª Parte — Cap. VIII — Item 14.

A Humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. Tendo-a criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la. Muito antes que a Terra existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéramos saído das mãos do Criador. De toda a eternidade tem havido, pois, puros Espíritos ou anjos; mas, como a sua existência humana se passou num infinito passado, eis que os supomos como se tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.




Reunião pública de 27-10-1961.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 87 - Pondera sempre



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 87


Pondera sempre


“E o que de mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros.” — PAULO. (2 Timóteo, 2:2)


Os discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes evidenciam insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada, contagiosa e ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação interior, como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a que se vai transmitir o poder do conhecimento.

Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade reveladora, nem à manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas obrigações naturais na ação do bem. 

Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o patrimônio de dádivas espirituais recebidas do Plano superior, a fim de não relegar valores celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.

Distribuamos a luz do amor com os nossos companheiros de jornada; todavia, defendamos o nosso íntimo santuário contra as arremetidas das trevas.

Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia, aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.

É necessário atentarmos para essas atitudes do Cristo, compreendendo que nem tudo está destinado a todos. 

Os Espíritos enobrecidos que se comunicam na Esfera carnal adotam sempre o critério seletivo, buscando criaturas idôneas e fiéis, habilitadas a ensinar aos outros. 

Se eles, que já podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse sentido, como não deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos corporais? Trabalhemos em benefício de todos, estendamos os laços fraternais, compreendendo, porém, que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida.


Emmanuel













Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 3 - Deus é amor



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 3


Deus é amor


Efetivamente, podes mobilizar as palavras que desejes, sacando-as, indiscriminadamente, da terminologia criada pelos homens, entretanto, em favor da própria felicidade, escolhe para teu uso pessoal, no cotidiano, aquelas que se fazem aceitáveis perante Deus.

Fácil a seleção.

Deus é Luz.

Não enfatizaremos a força das trevas, empregando frases que lhes salientem o jogo infeliz, e sim encareceremos o valor da educação que acabará por dissolver todas as cristalizações de sombras, nos domínios da ignorância.

Deus é Harmonia.

Abster-nos-emos de exaltar a discórdia, fugindo de exteriorizar recursos verbais que operem desequilíbrio e separação entre os companheiros da Humanidade, e, sem deixarmos de ser cultivadores da verdade, trabalharemos, quanto nos seja possível, na preservação da própria paz, no campo de relações uns com os outros.

Deus é Bondade.

Compreenderemos que a justiça é benemerência da vida, no entanto, reconheceremos que a justiça não atua sem misericórdia em nome da Providência Divina, e, por isso mesmo, faremos do entendimento e da compaixão nosso ambiente de cada dia.

Deus é Perdão.

Evitaremos condenar seja a quem for e, consequentemente, não nos valeremos do dicionário para engenhar mecanismos de censura ou sarcasmo e, sim, ao invés disso, articularemos imagens de fraternidade e de bênção em auxílio ao próximo, não apenas porque sejamos ainda suscetíveis ao erro, mas também porque a Sabedoria do Senhor nos transforma todos os males em valores de experiência.

Seja qual seja a forma pela qual se te apresentem as dificuldades do cotidiano, pensa no bem e faze o bem, esquecendo o mal, porque Deus é amor e em tudo quanto dissermos ou fizermos contra o amor, tentando subverter as leis do Universo e da Vida, Deus, através do tempo, dar-nos-á formal desmentido.


Batuíra









domingo, 8 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 28 - Em peregrinação



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 28


Em peregrinação

 
“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.” — PAULO. (Hebreus, 13:14)

Risível é o instinto de apropriação indébita que assinala a maioria dos homens.

Não será a Terra comparável a grande carro cósmico, onde se encontra o Espírito em viagem educativa?

Se a criatura permanece na abastança material, apenas excursiona em aposentos mais confortáveis.

Se respira na pobreza, viaja igualmente com vistas ao mesmo destino, apesar da condição de segunda classe transitória.

Se apresenta notável figuração física, somente enverga efêmera vestidura de aspecto mais agradável, através de curto tempo, na jornada empreendida.

Se exibe traços menos belos ou caracterizados de evidentes imperfeições, vale-se de indumentária tão passageira quanto a mais linda roupagem do próximo, na peregrinação em curso.

Por mais que o impulso de propriedade ateie fogueiras de perturbações e discórdias, na maquinaria do mundo, a realidade é que homem algum possui no chão do Planeta domicílio permanente. 

Todos os patrimônios materiais a que se atira, ávido de possuir, se desgastam e transformam.

Nos bens que incorpora ao seu nome, até o corpo que julga exclusivamente seu, ocorrem modificações cada dia, impelindo-o a renovar-se e melhorar-se para a eternidade.

Se não estás cego, pois, para as leis da vida, se já despertaste para o entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte.


Emmanuel