
Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 14
Censura
903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios?
“Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais a ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.” (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos)
Imagina-te aplicando vasta porção de borralho sobre a plantação nascente da qual esperas colheita farta;
servindo líquido anticéptico na água destinada àqueles cuja sede te propões extinguir;
misturando certa quantidade de cal bruta à refeição do companheiro de quem desejas matar a fome;
deitando fel na iguaria endereçada ao vizinho a quem almejas agradar
ou vestindo alguém com determinada peça forrada com alfinetes espetantes, e compreenderás, certamente, o que seja a prática da censura incorporada ao teu propósito de servir.
Emmanuel
Reunião pública de 27-2-1959.
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