terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Nascer e Renascer - Chico Xavier - Cap. 16 - Diante da perfeição



Emmanuel - Livro Nascer e Renascer - Chico Xavier - Cap. 16


Diante da perfeição


"Sede vós, pois, perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito" (Mateus 5:48)


Esta foi a advertência do Senhor ao nosso coração de aprendizes.

Todavia, à maneira do verme contemplando a estrela longínqua, sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.

Impedimentos, compromissos e inibições fluem do nosso “ontem”, asfixiando-nos, a cada momento de hoje, o anseio de movimentação para a luz.

Entretanto, se ainda nos situamos tão longe do justo aprimoramento que nos integrará na magnificência divina, é imperioso começar a grande romagem, oferecendo ao avanço as melhores forças.

Ninguém exige sejas de imediato o paradigma do amor que o Mestre nos legou, mas podes ser, desde agora, o cultor da compreensão e da gentileza dentro da própria casa.

Ninguém te pede a renúncia integral aos bens que te enriquecem os dias terrestres, no entanto, podes doar, de improviso, a migalha do que te sobre ao conforto doméstico, em auxílio ao companheiro necessitado.

Ninguém espera desempenhes, ainda hoje, o papel de herói na praça pública, mas podes calar, sem detença, a palavra escura ou amargosa capaz de emergir de teu coração para os lábios.

Ninguém aguarda sejas o remédio para todas as doenças, entretanto, ainda hoje, podes ser a enfermagem diligente, balsamizando as úlceras dos enfermos relegados ao abandono.

Ninguém te solicita prodígios, em manifestações prematuras de fé, mas podes ser, sem delonga, o reconforto que ampare a quantos atravessam as sarças do caminho.

Lembra a semente que te regala o corpo e aprendamos a começar.

A planta que era ontem simples promessa, hoje é a garantia do pão que te supre a mesa.

As maiores e as mais famosas viagens iniciam-se de um passo.

Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-á, um dia, preciosa fonte de bênçãos, descortinando-nos luminoso porvir.


Emmanuel









segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 92 - Deus não desampara



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 92


Deus não desampara


“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição e não se arrependeu.” — (APOCALIPSE, 2.21)


Se o Apocalipse está repleto de símbolos profundos, isso não impede venhamos a examinar-lhe as expressões, compatíveis com o nosso entendimento, extraindo as lições suscetíveis de ampliar-nos o progresso espiritual.

O versículo mencionado proporciona uma ideia da longanimidade do Altíssimo, na consideração das falhas e defecções dos filhos transgressores.

Muita gente insiste pela rigidez e irrevogabilidade das determinações de origem divina, entretanto, compete-nos reconhecer que os corações inclinados a semelhante interpretação, ainda não conseguem analisar a essência sublime do amor que apaga dívidas escuras e faz nascer novo dia nos horizontes da alma.

Se entre juízes terrestres existem providências fraternas, qual seja a da liberdade sob condição, seria o tribunal celeste constituído por inteligências mais duras e inflexíveis?

A Casa do Pai é muito mais generosa que qualquer figuração de magnanimidade apresentada, até agora, no mundo, pelo pensamento religioso. Em seus celeiros abundantes, há empréstimos e moratórias, concessões de tempo e recursos que a mais vigorosa imaginação humana jamais calculará.

O Altíssimo fornece dádivas a todos, e, na atualidade, é aconselhável medite o homem terreno nos recursos que lhe foram concedidos pelo Céu, para arrependimento, buscando renovar-se nos rumos do bem.

Os prisioneiros da concepção de justiça implacável ignoram os poderosos auxílios do Todo-Poderoso, que se manifestam através de mil modos diferentes; contudo, os que procuram a própria iluminação pelo amor universal sabem que Deus dá sempre e que é necessário aprender a receber.


Emmanuel












Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia - Tolerância - Registra somente o Bem



Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia


Tolerância - Registra somente o Bem


Temos audição para registrar o que ouvimos, mas concitamos os irmãos a saberem ouvir, exercitando a condição de guardarem somente o bem e, se possível, com amor.

Não registres o negativo, para que não venhas a sofrer as consequências do que escutas.

Amplia a tua tolerância para com os outros, sobretudo para com aqueles que ignoram a vida, que ainda não aprenderam a servir como tu e, pelas vias do Cristo, trabalha na caridade, ensinando esse amor no silêncio, porque, as trocas de luz, a natureza se encontra encarregada de fazê-las.

Sê indulgente para com o teu irmão, que a indulgência irá à tua procura, ambientando teu coração para o amor, na conjunção da vida imortal.

Não temas os caminhos, sejam quais forem aqueles em que Deus te colocou, como abençoada oportunidade de adquirir experiências.

Registra, contudo, somente o Bem, que porventura encontrares nos teus passos.

Não deixes de ter complacência para com os teus irmãos, pois que, se eles não tiverem com os outros, deverão mais tarde aprender, pois todos somos filhos de Deus, com os mesmos deveres e direitos. O aprendizado pertence a todos.

Por que não ter moderação nas tuas lutas?

Se a paciência te enriquece os valores, foi porque alguém muito especial a deu a ti, por amor.

Cuidemos da nossa escrita, no escrínio de nós mesmos.

Além disso, saibamos escolher aquilo que vamos escrever no grande livro da vida, pois que, periodicamente, passamos a ler essas páginas, revendo os nossos velhos feitos do passado, que nos elevam ou nos entristecem; dependendo do que escrevemos na consciência, pode ser motivo de muita alegria ou campo de amargura.

Usa a tua vontade em favor de ti mesmo, e se os teus exemplos forem enobrecidos, quantos companheiros poderão ajudar? Inúmeros!

O que a palavra não conseguir fazer para o bem comum, o exemplo conseguirá, pois é considerado o todo-poderoso.

Usa a tolerância em preparo dos corações, para que o amor não se esqueça de crescer no mundo interno, deixando-te frutos de luz.

Sê paciente no perdão, esquecendo-te das ofensas, para fixar a alegria nos que te ouvem; o bem é mais fácil de ser guardado no coração, porque agrada.

Procura, com todos os teus esforços, registrar o que eleva e entorpece a tua audição, no que concerne ao mal; neste exercício, Deus te ampara, para que possas ser filho da Luz.

Comunga com o amor, que esse amor te salvará de sofrimentos inúmeros e ainda te ensinará a buscar Deus com mais alegria e mais certeza.

Passa pelos caminhos, anotando e sentindo a harmonia universal, pois é na harmonia que encontramos o Cristo, com os braços abertos, buscando-nos para o reino da glória.

Durante o dia, escutamos milhares de palavras; aprendamos, pois, a escolher, a selecionar as evangelizadas, para a nossa paz.

Os sons harmonizados em Jesus tem a capacidade de nos confortar, fazendo da nossa mente uma fonte de luz de Deus.

Não podemos nos esquecer de tolerar os que desconhecem o amor, o perdão e a caridade porque, com o nosso exemplo, no amanhã, eles passarão a mudar de vida, por não existir outro caminho em que eles não encontrem o Mestre, como se deu com Saulo, no caminho de Damasco.


Miramez










domingo, 1 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 40 - Ante o objetivo



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 40


Ante o objetivo


“Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição.” — PAULO. (Filipenses, 3:11)


Alcançaremos o alvo que mantemos em mira:

O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte.

O malfeitor comumente ocupa largo tempo, planificando a ação perturbadora, e comete o delito.

O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre.

A mulher desprevenida, que concentra as ideias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes.

E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.

O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz.

O delinquente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome.

O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.

A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser feliz.

Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o Espírito que se candidata à glória na vida eterna?

O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição.

Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo, através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.

Se desejas, por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.


Emmanuel










Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 48 - Corrigenda na visão



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 48


Corrigenda na visão


O caminho não pode ser diferente, caminho áspero dos que levam a cruz.

Carregar o madeiro dos testemunhos, fitando o céu, mas sob peso e dificuldade.

Erguer-se da Terra, mas aguentando as cargas que, um dia, devem ficar no mundo, purificadas, luminosas, livres e belas.

Enquanto o combate renteia com adversários visíveis, os movimentos são fáceis, contudo, lá vêm as outras forças difíceis na identificação e por isso se insinuam até mesmo pelos poros da alma, energias imponderáveis que nascem da influenciação daqueles mesmos amigos nossos de ontem que hoje nos desaprovam o anseio de paz e renovação.

Mel do passado que o presente nos restitui por vinagre, alegria transfigurada em sofrimento pela corrigenda na visão.

Esperemos que eles também vejam — que eles também vejam a verdade e se modifiquem para o bem.

As lutas são grandes, convenhamos, entretanto, do fundo de cada problema surge, de inesperado, a Misericórdia Divina.


Batuíra








Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 34 - Não basta ver



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 34


Não basta ver


“E logo viu, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus.” — (LUCAS, 18.43)

A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo sincero do Evangelho.

O enfermo de boa vontade procura primeiramente o Mestre, diante da multidão. Em seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. 

E todo o povo, observando o benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no Divino Poder.

A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase todos os doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos caprichos perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de si mesmos à bênção do Mestre.

Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os dons, raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.

Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta da cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contato com a fé.

Em razão disso, a Terra está repleta dos que creem e descreem, estudam e não aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e duvidam.

Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.

O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será redimido.

É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons narradores, excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é indispensável marchar nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do testemunho.


Emmanuel