quarta-feira, 25 de março de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 3 - O tenaz esforço



Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 3


O tenaz esforço


“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” — (MATEUS, 5:6)

Se pretendes a paz interior, cultiva o trabalho sem descanso.

Se queres a alegria, gera o bem infatigável onde te encontres.

Se esperas a saúde perfeita, adapta-te às disciplinas do equilíbrio e da probidade.

Se aguardas o amor, sê fiel à amizade, perseverando no culto do serviço ao próximo sem alteração de conduta.

Se anseias pela fé, estuda e desenvolve a bondade com todos os que te cerquem.

Se anelas pelo perdão daquele a quem ofendeste, reabilita-te, mediante o comportamento humilde, no qual o arrependimento honesto se te faça presente.

Se ambicionas a felicidade, semeia o bem sem descanso e aguarda o tempo.

Se atuas com os olhos postos na Imortalidade, recupera a ocasião perdida e insiste sem receio nos ideais da verdade.

Se marchas no rumo do dever sem te apartares das linhas de conduta reta, triunfarás em ti mesmo e te alçarás aos cimos de onde contemplarás a rota percorrida, bendizendo a dor e agradecendo a luta, graças às quais te alaste para o voo de triunfo então logrado.

A ilusão, geradora da irresponsabilidade, é inimiga sutil de quem aspira à felicidade.

A fantasia, afastando da realidade, responde pelas decepções e amarguras.

O entusiasmo desmedido cega a razão, transferindo a mente do dever para desnecessários logros, que não atendem aos anseios do coração.

O sonho mirabolante produz um despertamento perturbador.

Ama e renúncia, deixando cada coração seguir o rumo que lhe compraz.

Segue o teu caminho e, se alguém pretende amar-te ou sentir a tua companhia, que venha contigo.

Se, porém, desejas participar das alegrias de quem amas, não o retenhas nos teus desejos, deixando-o em liberdade, a fim de que ele te abençoe sempre com carinho e gratidão.

Jesus nunca se impôs, jamais constrangeu. Igualmente, não cedeu o passo, jamais se desviando da sua rota e, derrubando todos os castelos da ilusão e todas as edificações da fantasia, preferiu a taça de fel e a cruz transitórias, mediante as quais demonstrou a grandeza do seu messianato, que prossegue além das estrelas rutilantes, num rumo de perene alegria.


Joanna de Ângelis













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